sábado, 22 de junho de 2024

Acabei de acabar a dissertação!

Oi!
Estou passando aqui pois não posso deixar de eternizar esse momento.

Acabei de acabar a minha dissertação de mestrado.

Na verdade verdadeira, ainda quero que o Evi leia a introdução e reveja a sequência didática, pq fiz duas versões, uma com a sequência com as atividades no meio e uma com as atividades no final.

Essa semana foi o caos.

Eu precisava terminar, não tinha taaaantas coisas ainda pra fazer, mas não conseguia trabalhar nisso porque tinha que montar provas e revisões da escola. Foram todos os dias da semana trabalhando até as 22h ou mais. Em alguns momentos, achei real que tava pirando. Ontem na aula jurei que na minha folha tinha um 5 onde na veradde tinha um 2. Quando me dei conta, fiquei assustada. Hoje vi vultos onde não tinha. Minha cabeça tá bugando.

tudo porque me precipitei demais semana passada, afirmando que conseguiria terminar a dissertação antes do dia 24, contando com o trabalho do Marcos quando na real ele precisaria de mais tempo do que eu imaginava. Então, depois que a banca foi marcada e tomei um choque de realidade, chorei, fiquei puta comigo, mas compreendi também que seria uma semana louca mas que seria A ÚLTIMA SEMANA.

Com o trabalho terminado, uma grande carga que eu vinha carregando fica pelo caminho. São 23h, e se trabalhei hoje até esse horário é porque quero estar livre disso amanhã. Quero poder ouvir a opinião do Evi, corrigir o que ele sugerir e ENVIAR PARA A BANCA.

Eu sei que ainda terei a apresentação, terei que fazer correções, mas finalizar o processo de escrita é uma etapa importantíssima. Uma sensação que não sei descrever. É um alívio misturado com outras coisas. Enfim.

Vou tomar um chá que amanhã ainda tem festa junina da escola o dia todo. E domingo vamos comemorar meu aniversário atrasado (e essa finalização de trabalho!). <3

sexta-feira, 10 de maio de 2024

Muitos pratinhos

Brevemente, queria registrar aqui como me sinto nesses dias.

A catástrofe ambiental no RS já dura duas semanas. Faz uns 11 dias que ficou feio de verdade. E, depois de ter feito sol entre segunda e ontem, hoje voltou a chover forte. O número de mortos já passou de 100 (era 107 ou 110, hoje, pelo que lembro), isso sem contar os mais de 120 desaparecidos. (não sei os números exatos e prefiro não pesquisar agora, mas estou estimando baixo.) Está bem difícil.

Meus pais voltaram pra casa no domingo, e estão monitorando a chuva pra saber se precisam sair de lá. Há avisos de risco de desmoronamento em metade do estado, pois a chuva de hoje cai numa terra já encharcada há vários dias.

A vida vai tentando voltar ao normal. Trabalhamos normalmente desde terça. 

Mas lembrando que alguns colegas de mestrado ainda estão fora de casa, pois as casas alagaram, podem ter perdido muita coisa... é muito triste.

Ficamos de quinta até terça sem água, indo tomar banho na casa dos outros e buscando água no Iraci, comprando água mineral pra beber. A água voltou bem direito ontem (quinta).

Ao mesmo tempo, vejo muitos pedidos de ajuda - até cobranças, na verdade, pois é assim que soam - e ainda não fiz nada pra ajudar. Eu tentei doar mas quando vi já não precisavam do que eu podia ajudar. Não fui ser voluntária, não irei no final de semana. Mesmo que eu saiba que não vou pois tenho outros pratos para equilibrar, a culpa não deixa de aparecer e pesar nos meus ombros.

Vou ajudar, sim, aqueles que eu conheço e que foram afetados. Devagar, vou ajudar. Não quero que isso também seja mais um prato para dar conta.

Preciso controlar o meu eu exigente, que vem aparecendo muito nos últimos dias. 

"não se depilou" "não limpou a casa" "não saiu pra correr" "se preocupa em se depilar com gente sem casa" "Se preocupa com a casa e nem tinha água" "vai sair como correr na chuva sua louca" "vai sair correr como sem poder tomar banho e lavar roupa" "não foi atuar como voluntária" "vai sair de casa como sem banho" "Não fez nenhuma doação" "não adianta doar o que os outros não precisam" "Nem doou dinheiro ainda pra quem conhece, pra ninguém" "vai doar pros outros e se precisar depois pra própria família?"

Essas são algumas das frases que ficam pesando aqui nos últimos dias.

Tá difícil de aguentar. A uma hora de psicoterapia não dá conta.

Enfim, era pra ser breve. Preciso terminar de lavar a louça e trabalhar na dissertação. Oremos.

sexta-feira, 3 de maio de 2024

fase complicada

os últimos dias tem sido complicados.

E, quando falo últimos dias, me refiro a último mês, mais ou menos.

Passei 10 dias com crise de enxaqueca, seguida do maior desastre ambiental da história do estado. Praticamente 80% do estado está alagado ou encharcado pelas chuvas que acontecem desde a quinta da semana passada (8 dias atrás), e se intensificaram desde a última segunda-feira (hoje é sexta).

Aqui em Bento choveu mais de 530 milímetros de segunda até ontem. Isso é 50cm de água, em todo o lugar. É muita muita água! Ainda mais se considerarmos que o solo já estava molhado com as chuvas dos dias anteriores.

Na segunda e na terça, tive aula normal. Na quarta era feriado. Na quinta, fui trabalhar, os alunos tinham sido liberados, só foi os que precisavam muito, e foram liberados ao meio dia. Alunos e profes. Chegou a faltar luz por alguns minutos na manhã. E não parava de chover. 

A chuva deu uma acalmada no final do dia de ontem, que ficou chuviscando, depois, à noite, parou. hoje chuviscava um pouco, depois para, depois chove e para, e assim vai.

Na quarta e na terça, eu estava muito preocupada com os meus pais, porque com o solo encharcado o risco de desmoronamento é bem alto. Tentei convencer meu pai a sair de casa, mas ele não quis. Na quarta, desmoronou a ameixeira. Na quinta de manhã, desmoronou mais uma parte de mais ou menos um metro de largura por uns dez de comprimento, segundo meu pai. Foi aí que veio a defesa civil, e meus pais foram na minha irmã. Deixaram a casa lá, com o carro na garagem - que não consegue sair porque a rua está bloqueada nos dois sentidos. Posso dizer que eu falei que não era pra ficar lá, que mandei sair antes, mas não adianta falar nada agora.

Quando eu estava preocupada, alguma coisa na minha mente dizia que era bobice da minha cabeça, que eu não precisava me preocupar pois nada aconteceria. E na quinta eu percebi que minha preocupação era real, eu tava certa. Que pena que não me ouviram antes.

Na segunda dessa semana, tive consulta com médica clínica geral por causa da enxaqueca, que me perturbou seriamente na semana passada. Muita dor do lado esquerdo da cabeça e torcicolo. Remédios não faziam diferença nenhuma, nem os mais fortes que costumam ajudar. A médica pediu um exame de sangue de rotina (que fiz hoje) e recomendou que eu me afastasse de situações de estresse. Meu anjo, como?

Acredito que essa crise tenha sido motivada por estresse, pois começou logo depois que conversei com o meu orientador pelo meet (há exatas duas semanas). Fiquei muito frustrada e chateada e decepcionada pois percebi a quantidade - excessiva - de trabalho que ainda terei com essa dissertação, sabendo que nesse momento eu queria estar terminando ela.

Além disso, daquela sexta(há duas semanas), o querido não me deu retorno até essa terça-feira. Na última sexta (há uma semana) eu mandei um email com o trabalho 'atualizado' e na terça eu não tinha recebido nada. Acordei e mandei mensagem, pois na sexta ele tinha pedido desculpas e dito que essa semana iria me ajudar mais. Depois da minha mensagem, na terça, me respondeu, mas eu fiquei com umas dúvidas pois alguns comentários não estavam claros. Então, fizemos um meet de 15 minutos, que foi suficiente para me deixar ansiosa.

Na terça, teve também uma aluna que veio me relatar seus problemas pessoais, familiares, com a mãe e o pai. Fiquei bem abalada, pois queria poder ajudar de alguma forma mais concreta além de apenas ouvir...

Preciso considerar também que não estou fazendo os exercícios físicos que costumo fazer e que são o meu escape. A natação, nessas duas semanas, eu deveria ter ido cinco vezes, mas fui duas. O pilates essa semana não teve por causa do feriado. E correr eu fui na quinta da semana passada mesmo parecendo que minha cabeça ia cair. E foi só. Com essa chuva não dá pra ir correr, e agora nem água temos em casa pra tomar banho. 

Estou com dificuldades pra lidar com meus sentimentos e emoções. Mas preciso reconhecer que não está sendo fácil viver, de um modo geral. A insegurança de não saber se vou conseguir o suplemento (pra manter o meu salário, já que a última bolsa foi em abril). A ansiedade e pressão para terminar a dissertação, porque o tempo está terminando, orientador que não faz o que eu gostaria, e estou tão cansada disso... As turmas difíceis que tenho no trabalho, que me sugam muito e não posso deixar de considerar. Meus pais que cada pouco tem alguma situação complicada pra resolver - seja ela com o meu irmão, seja falta de dinheiro, seja agora essa situação do desmoronamento que, sinceramente, estou tentando não pensar em resolver. Tá difícil equilibrar todos esses pratinhos.

Daí junta essa catástrofe natural, onde cada pouco é notícia de alguém desaparecido. Bem complicado de lidar.

Enfim, espero que essa escrita me ajude um pouco a lidar com essas coisas todas... e prefiro acreditar que é uma fase ruim, mas que vai passar.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

dificuldade de escrever o que precisa escrever

Não estou conseguindo escrever.

É aquela sensação clássica de ficar olhando pro nada e não conseguir fazer o que precisa ser feito, ler algo útil ou escrever no arquivo certo.

Até tentei fazer uma lista do que preciso arrumar na dissertação mas não consegui realmente fazer nada da lista ainda. Ok, fiz ela há uns 15 minutos, mas esse tempo foi só olhando pro nada. Cabeça fervendo de assuntos aleatórios e desimportantes, sem foco nenhum.

Já fiz alongamento, já bebi água, já comi pirulito, e nada.

Semana passada eu dava a desculpa de que o orientador ainda não havia respondido. E ele respondeu, na terça à noite. Quarta viajei, voltei na sexta à noite, e no final de semana nem pensar em fazer isso. Agora é hora de encarar a realidade, já é fevereiro, preciso fazer isso aqui.

Queria entender por que é tão difícil. Por que é difícil escrever. "Porque não é o assunto que tu gosta", "porque tu está chateada com o orientador", "porque é difícil mesmo, todo o mestrando passa por isso, tu já viveu isso com a pós graduação e nos artigos da graduação mesmo". Todas essas frases têm razão. Mas, sozinha, cada uma não justifica esse bloqueio que parece quase físico e me segura, me impede de fazer o que parece tão simples e precisa ser feito.

Pensar na análise dos dados me dá borboletas no abdome (não só no estômago), mesmo que algumas vezes não pareça tão ruim. Não quero nem começar. Mas preciso e está na minha lista de tarefas até sexta.

Algo que me ajuda às vezes (além de organizar as ideias aqui) é pensar que meu eu do futuro vai ficar orgulhosa se eu fizer. Vou tentar focar nisso pois é uma verdade (eu ficarei muito muito orgulhosa de mim mesma por fazer qualquer uma dessas tarefas da lista). Veremos.

Li uns posts anteriores e vamos ver se agora vai. Até a próxima!



PS: li uns posts atrás e quero registrar que estou com uma ofensiva de 518 dias no Duolingo. kkkkkkkk

Além disso, continuo no pilates e também estou na natação, duas vezes por semana, desde o final de maio de 2023. (carinha feliz)

E nesses últimos dias estou correndo. lol nem eu acredito, mas enfim. Um dia consegui correr 1200m sem parar! e duas vezes no mesmo dia! em outros não cheguei a tanto, mas estou feliz. Com dor no quadril, mas feliz. Sábado eu saí pra correr SOZINHA! nem eu acredito em mim mesma. Corri uns 700m, em duas etapas, e caminhei o restante, totalizando 4200m em 39 minutos. Acho ótimo pra mim que estou começando. Estou satisfeita com isso.

Mas não estou satisfeita com o meu peso: quase 67 kg  :(   engordei quase 5kg entre dezembro e janeiro, mesmo estando muito ativa e sem mudar significativamente a alimentação... estou pra marcar médico pro check-up, mas não consegui ainda pelo plano.

Oremos e veremos.

terça-feira, 30 de janeiro de 2024

Podia ter escolhido melhor.

Estou chateada.

Percebi que me sinto super ansiosa em relação ao orientador.

Semana passada, quando o encontrei pessoalmente, me percebi super ansiosa e nervosa esperando ele chegar. Talvez porque ele disse que chegaria às 14h e só chegou 14h17? Talvez porque eu sabia que o que eu tinha produzido não era tão bom? Talvez porque meu psicológico bugado confunde as funções?

Foi talvez um alívio pedir pro J conversar com ele antes e usar como desculpa que eu demoraria mais, pois enquanto eles conversavam eu pude me acalmar um pouco. Eu tava tremendo de ansiedade. Fui falando pra mim que aquilo era bobo e que eu não precisava me sentir assim, que aquela emoção podia ir embora, que eu estava pronta para conversar.

Eu nem sabia que logo em seguida ele contaria que não tinha olhado meu arquivo (que eu tinha enviado uma semana antes) e que contaria que o pai dele morreu.

Essa notícia acabou comigo. Me impactou muito, fiquei sem ação. Ele parecia estar super conformado e tranquilo. Mas a notícia me desarmou e nem consegui deixar claro o quanto ele é fundamental para que eu consiga seguir escrevendo e fazendo o meu trabalho.

O papel dele nessa história é me orientar. Ele precisa me orientar. Eu preciso da ajuda dele.

Não é nenhum favor, esse é o trabalho dele.

Não é minha obrigação fazer sozinha. Esses sentimentos/emoções que sinto são normais do processo. Estou falando da hesitação, insegurança, dúvida, dificuldade de leitura e de escrita. O que não é normal é eu ficar ansiosa porque ele não está cumprindo os prazos que nós estipulamos juntos. Eu estou cumprindo o que prometi. Poxa, ele não teve 30 minutos para abrir meu arquivo, ler e apontar algumas coisas????

Eu acho que ele acha que eu consigo fazer sozinha e que ele não precisa ajudar muito. Mas não é bem assim. Eu to com dificuldades. Eu queria alguém que lesse o que eu escrevo e me desse retorno.

O que eu quero é só o mínimo!!!

Não precisa de milagre, só o básico já tá bom.

Eu mandei uma mensagem dizendo que estou com dificuldades e que acho que as considerações dele me ajudariam. Acho que dá pra perceber que preciso de ajuda, né?

Enfim, espero que ele entenda.

Tô na dúvida se levo o computador pra tentar trabalhar um pouco na praia ou se nem levo. Acho que vou levar, na dúvida é melhor ter junto. Mas não vou deixar de ir pra praia pra fazer, é só pra fazer em horários que não conseguiria aproveitar. Também não vou ter muita privacidade, então, não posso esperar que vou super produzir pq não vou.

Vou levar o notebook mais por desencargo de consciência.

Escrever aqui me ajuda bastante. Hoje tenho psicóloga e vai me ajudar também.

O Evi também me encorajou a mandar mensagem pra ele. Uma parte de mim diz "Ele sabe que não está te orientando direito, não precisa ficar cobrando (e sendo chata)" e outra parte me diz "O óbvio também precisa ser dito, chama ele e deixa claro que tu precisa de ajuda". A primeira parte é aquela minha parte que odeia incomodar os outros.

Eu queria ouvir só a segunda parte. Mas não consigo às vezes. Ainda bem que tem o Evi que me ajuda a ouvir.

Por hoje era isso.

terça-feira, 17 de outubro de 2023

Dificuldades de uma dissertação

Novamente, estou eu, com dificuldades para pegar o computador e fazer o que precisa ser feito.
Lembro de me sentir assim na pandemia, quando computador virou sinônimo de trabalho e quando trabalho virou sinônimo de DEUSNOSACUDA.

Preciso fazer as atividades da minha sequência didática e não consigo. Venho empurrando há bastante tempo, meses. As razões são muitas, e nem a terapia tá conseguindo me colocar nos eixos.

É muito muito ruim a sensação de não conseguir fazer algo sem uma justificativa. Por que não consigo? Não sei. Já abri o arquivo e saí dele mais de 15 vezes só hoje. Abre, troca de aba, olha o whats, olha o e-mail, olha o formulário, volta pro documento, lê, volta pro e-mail, pensa em outra coisa, lembra do documento e volta pra ele, não sabe o que escrever, fica olhando pro nada... e assim vai. Ou não vai, no caso, porque fica onde está.

Algo me diz "levanta, busca as receitas" mas algo me segura no sofá. Eu não quero fazer esse negócio. Mas não consigo ver possibilidades de trocar de caminho nesse momento.

Minha psicóloga falou muito bem: preciso aceitar esse filho do jeito que ele é, porque, sim, ele é meu filho. Mesmo com todos os traumas que ele tem, mesmo "sem pai", mesmo cheio de defeitos. Preciso aceitá-lo e cuidar dele fazendo o que ele precisa. Nesse momento, ele precisa que eu monte a aula de conteúdo e as atividades que os alunos irão fazer pra me devolver. Essas aulas serão nessa semana, eu preciso fazer isso pra ontem pro Nicolau olhar e me devolver pra eu mandar pra impressão. E EU NÃO CONSEGUI FAZER AINDA!

É tão ilógico não conseguir fazer algo "sem motivo". Tipo, não me falta o computador, não me falta internet, não falta nada. Eu tenho todas as ferramentas necessárias. Falta cérebro.

Bora fazer o que o filho precisa. Depois, ele que lide com os traumas dele por não ser amado. Mas eu preciso fazer o meu melhor nele, mesmo sabendo que ele não será o melhor trabalho do mundo. Vou tentar...

E coloquei dissertação no título quando, na real, nem comecei dissertação nenhuma. Deus me ajude.

sexta-feira, 5 de maio de 2023

uma carta

Contrariando as expectativas, cá estou eu.

É um momento único na minha vida, e achei melhor vir aqui registrar esses sentimentos. E vou escrever como uma carta, quem sabe um dia ele poderá ler este texto.

Hoje (04 de maio) você nasceu, meu sobrinho. É um sentimento que não tem explicação.

Eu já tenho uma sobrinha, é verdade, que é afilhada também, mas você é meu sobrinho de sangue. Me sinto errada dando uma relevância diferente pra esse momento do que dei pro nascimento dela, mas a verdade é que sou muito mais próxima da minha irmã (sua mãe) do que da cunhada (mãe dela). Eu espero por você há muitos anos, desde que minha irmã(sua mãe) casou, então, já são 10 anos.

Estou muito muito feliz e emocionada com a sua chegada. Também serei sua dinda, lindeza. É um sentimento que vai além de felicidade, sabe? Muita muita muita felicidade parece pouco para expressar.

Na verdade, estou bem séria, escrevendo. Mas a seriedade é pelo cansaço. Estou fazendo mestrado, tenho uma prova amanhã e outra semana que vem, e estou estudando e trabalhando bastante.

Faz algumas semanas, desde que o final da gravidez foi chegando, que comecei a ficar ansiosa. Olhava o celular com frequência para verificar se havia alguma notícia sobre você. Quando seus pais avisaram, na terça, que internariam ontem (quarta) para induzir o parto, porque você estava gigante e parecia não querer sair da barriga da mamãe, fiquei ainda mais ansiosa. Pensei que eu nem ia conseguir dormir de terça pra quarta. Mas o cansaço "ajudou" e dormi toda a noite. Isso não significa descansar.

Passei a quarta de olho no celular aguardando notícias. Seu pai avisou no final da tarde que eles só internariam hoje porque o hospital estava cheio. Pensei: Mais uma noite que preciso cansar bem pra dormir. Meu mestrado e trabalho se encarregaram dessa parte, mas tive muitos sonhos doidos por causa da ansiedade. 

De manhã, acordei com o celular vibrando e era uma mensagem do seu pai mandando uma foto deles (com você na barriga da mamãe) saindo de casa e indo pro hospital. Ele mandou no grupo da família.

E essa foi a única notícia.

O dia todo, uma ansiedade imensa pra saber como você estava e como sua mamãe estava. Sabíamos que ela queria parto normal, mas sabíamos também que induzir o parto nem sempre dá super certo, às vezes é preciso fazer cesárea.

E nada de notícias.

Eu tinha uma reunião na escola, às 17h30. Seu vovô (meu pai) me pedindo notícias, dizendo que os avós estavam se falando entre eles e ninguém sabia de nada.

Preciso pausar aqui pra dizer que acabei de receber um vídeo seu, chorando na balança, onde ela confirma as ecos: você nasceu com 4,190 kg. 53 cm. Cara, você é gigante! A tia tá chorando e rindo de novo.

Continuando: não me contive e mandei uma mensagem pro seu pai. Era 17h56. E era às 19h10 e ele ainda não tinha respondido nada. Os seus avós (meus pais) estavam muito preocupados. Eu também.

Mas eu estava na reunião pedagógica. E lá, chegou a hora de colocar a mão na massa: sua tia (eu) foi construir um carrinho com palitos de picolé, cola quente e elástico. O carrinho é movido pela força do elástico (essa parte seu tio-dindo pode te explicar, ele é formado em Física).

Me concentrei (achando que estava com o celular no bolso, ou ele estava e eu não vi vibrar, não sei mais) por bastante tempo.

Mais uma pausa porque conversei com a sua mamãe pra saber como ela está, e ela está bem. Estou muito feliz. Já falei isso, né. Mas é coisa de tia e de profe ficar repetindo coisas.

Continuando: quando peguei o celular, 32 min depois, tinham várias mensagens, inclusive do seu pai avisando que você tinha nascido. Seu avô já me perguntando se podia ir visitar (era uns 20min que você tava no mundo). Fiquei muuuuuito feliz e corri contar pra uma colega da sua mãe que também é minha colega, eu precisava contar pra alguém. Quase chorei ali no meio de todo mundo. Várias pessoas perceberam a minha emoção e me deram parabéns. Eu tava/tô muito feliz mesmo.

Voltei pro carrinho e terminei ele. Pensei em dar pra você, mas nem sei se você guardaria, é algo tão simples. Podemos fazer um desses quando você tiver idade pra isso.

Otávio, você é muito amado, há muito tempo. Sei que você já sabe disso das cartas que seus pais escreveram pra você, mas estou aqui de testemunha. Sua mãe cuidou muito da saúde pra que você tivesse tudo de bom e do melhor (aqui falamos de nutrientes e ambiente) pra crescer da melhor forma possível. Seus pais estudaram muito, pra saber de tudo: desde berço, as fraldas, o banho, os móveis, carrinho de bebê, como cuidar, como educar,... tudo. Seus avós são pura felicidade com a sua chegada. Você era muito esperado por eles também, talvez, até mais do que por mim, e olha que eu esperava muuuuito.

Ainda não falei do seu outro tio, irmão meu e da sua mãe, mas ele está no mesmo barco. Também esperava muito por você e está radiante com a sua chegada.

Seu tio/dindo estava trabalhando, dando aula. E acho que nem abriu as conversas ainda pra ler porque não ia conseguir responder. Mas tenho certeza que ele também está muito feliz.

Quando seus pais nos convidaram para sermos seus dindos, foi muito legal. A gente saiu pra jantar, a convite do seu pai, e eu e seu dindo já desconfiávamos de que tinha algo estranho. Mas não queríamos criar expectativas: os dois desconfiavam mas não verbalizaram pra não ter decepção (risos). E não teve: seus pais nos deram uma cuia de chimarrão onde estava escrito "Do Otávio para os dindos". Eu acho que não foi você que escolheu esse presente, mas eles disseram que sim (risos). Também deram uma bomba de chimarrão. Ficamos felizes com o presente mas muito muito muito felizes com o convite de sermos seus padrinhos.

Ah, também já aproveito pra contar de quando eles nos contaram que sua mamãe estava grávida. Ela estava de algumas semanas. Estávamos na casa do seu vovô (meu pai), quando eles disseram que estávamos em 7 pessoas: seu pai, sua mãe, sua avó, seu avô, eu, seu dindo... e você! Eu chorei (só um pouquinho, porque me contive). Escrevendo agora, lembrei exatamente dessa sensação. É aquela que felicidade não é suficiente, sabe? Enfim, foi muito legal.

Meu amor. Estou aqui para tudo tudo tudo o que você precisar, em qualquer momento da sua vida. Sua tia ama muito você, há muito tempo. E hoje, era isso que eu queria deixar por aqui.

Obrigada por vir engrandecer nossas vidas. <3

quinta-feira, 30 de março de 2023

post de 2023 kkkk

Voltar aqui em março já está se tornando um hábito.

Eu lembro do blog periodicamente, mas a real é que às vezes não consigo tempo pra voltar. Às vezes esqueço a senha (que é aquela com a fruta, mas com complementos), às vezes não quero fazer isso quando estou com o bonitão, enfim.

Percebi que esqueci de contar algo muito muito legal no post do ano passado. Uma amiga muito querida esteve aqui em janeiro de 2022, ficou uma semana na minha casa e depois mais dois meses na cidade. Foi muito bom estar com ela e turistar pela minha própria cidade. Também teve alguns momentos que cansei, sim, mas no geral foi bem legal.

Minha bateria social, depois da pandemia, deu uma reduzida drástica. Está mínima. Semana passada liguei pra alguns familiares porque estou planejando um almoço surpresa de aniversário pro bonitão e, sinceramente, me arrependi de ligar. Deveria era ter mandado mensagem pelo whats mesmo. Terminei a quinta ligação exausta psicologicamente.

Não consigo ficar muito tempo no meio de outras pessoas, tipo, com muitas pessoas para conversar e tal. Esse almoço será um teste pra ver como vou me sentir no meio de tantas pessoas queridas. São 18 pessoas comigo. Espero que seja legal e que ele goste da surpresa.


Entre janeiro e fevereiro, tive um período meio complicado psicologicamente.

Mas deixa eu contar todas as novidades, na ordem:

Em abril eu enlouqueci. Hahahah. Mestrado + Município + Particular não dava pra mim. Chorei muito. Algo eu precisava largar. Bonitão me disse que se eu quisesse mesmo continuar no mestrado, deveria sair da particular. Foi uma decisão difícil. Pedi demissão em 4 de maio. Não queriam que eu saísse. Só acreditaram de verdade quando fiz um documento a próprio punho solicitando minha demissão, no dia 25 de maio. Então, procuraram uma pessoa para me substituir e meu último dia foi 25 de junho.


Passei na carteira de motorista, finalmente, em maio. Final de maio, mais precisamente, 30 de maio. Opa. 10 meses hoje daquela segunda-feira. Eu estava bem nervosa. Tomei umas gotinhas de "tintura calmante" de manhã. Chorei ao meio dia, com o bonitão, antes da prova. Lá estava eu, às 13h, esperando para fazer a prova, mas só fui chamada pelas 15h. Quem não ficaria ainda mais nervoso?

Quando fui assinar a folha, vi que quatro pessoas tinham feito a prova naquela tarde com aquele avaliador e nenhuma tinha passado. Pensei: "ok, eu vou só levar ele pra passear". E fui. E deu tudo completamente certo. Não perdi um ponto sequer. O trajeto foi simples e achei que passou rápido, mas quando estávamos chegando de volta, ele me disse: "Thaís, Thaís... o que você fez..." e nisso eu tinha acabado de estacionar. Desligando o carro, falei "Não, de novo não, o que eu fiz???" e ele me mostrou que estava me aprovando, no tablet. Nunca vou esquecer a sensação de incredulidade.

O querido saiu do carro e eu gritando "Espera! Eu passei????", saí do carro e fui atrás dele e ele virou e disse que sim, que eu tinha passado. E eu gritei "Então me dá um abraço!!!" hahahahahahaha

doidíssima. Eu estava muito muito emocionada. Abracei até o diretor da autoescola, porque minha profe não estava lá. Liguei para o bonitão e mandei áudio para outras pessoas queridas contando. Foi muito legal.


Em maio também chamaram o bonitão para ser professor no estado. Então, o salário que eu perderia na particular ele passou a ganhar, pois manteve os dois empregos. Depois, em agosto, consegui a bolsa do mestrado. No primeiro semestre, passei em Mat discreta sem exame (lol) e com exame em Números e funções reais. No segundo semestre, impus a mim mesma passar sem exame nas duas disciplinas (Geometria e Aritmética) e consegui. 


Algo muito importante é que ano passado ganhamos uma sobrinha-afilhada e esse ano chegará nosso sobrinho-afilhado e eu descobri que sou muito babona. Muito mesmo.


Mas voltando, esse início de ano foi complicado pra mim. Tive a disciplina de verão do mestrado, onde foram 3 semanas intensas de estudo para o exame de qualificação. Mesmo tendo ido dirigindo para Canoas muitas vezes no ano passado, eu estava muito insegura de ir e ficar lá vários dias para estudar. Eu sentia que algo daria errado. Não deu.

Mas foi bem difícil, psicologicamente. Estava com bastante medo de morrer, de perder alguém, de que algo ruim acontecesse, enfim. Ainda tenho algumas vezes essas sensações, mas muito menos do que tive nessa época. Preciso trocar de psicóloga porque acho que a minha não consegue me ajudar como eu gostaria. Nesses dias ruins, fiquei sem dormir, chorava muito, estava o tempo todo com sentimento de alerta. Foi muito ruim.


Mas passou, ainda bem. Não 100%, mas estou lidando melhor com tudo isso.


O bonitão está trabalhando 4 noites e 2 tardes na escola, então largou o outro emprego pq não daria conta de trabalhar 60 horas. Impossível pra um profe de início de carreira. Então eu fico em casa sozinha nas noites que não vou pra aula, mas de manhã ele está em casa (eu também em duas manhãs) e algumas tardes também estamos juntos. Estamos mais tranquilos nos finais de semana também.


Em setembro eu pintei a parte de baixo do cabelo. Ficou legal, mas eu queria roxo e ficou rosa. Depois pintei em casa algumas vezes. Agora ele está verde. Vou cortar sábado e ver como fica. Queria descolorir mais e pintar de novo mas é muito caro :( .

Estou pensando sobre e conversando com os alunos sobre os possíveis temas da minha dissertação do mestrado. São muitas ideias. Também estou esperando ansiosamente pelo resultado da qualificação, que fiz dia 10 de março, mas ainda não saiu nada de nota. Deve sair até dia 10 de abril. Isso está me incomodando mais do que eu gostaria. Estou muito ansiosa.


Uma informação inútil é que estou com uma ofensiva de 227 dias (até ontem) no Duolingo. kkkk

Tb não sei se já registrei aqui, mas faço pilates desde maio de 2021. Gosto mais que de academia.


Enfim, era isso pra registrar hoje. Vida que segue.

quinta-feira, 24 de março de 2022

Coisas chatas e legais

Engraçado que hoje senti necessidade de voltar aqui.

Quando cheguei, percebi que meu último post foi há um ano e dois dias.

Mas por que quis voltar?

Porque estou chateada. Preciso desabafar.

No final também pretendo falar de coisas boas, sim. Mas primeiro preciso chorar. Admitir que fiquei magoada, sim. Mesmo que tenha sido um comentário bobo, mesmo que tenha sido sem intenção de magoar, mesmo que já tenha acontecido de outra forma e sem me magoar dessa forma.

Duas alunas de uma turma vieram me perguntar se eu sabia que a outra turma andava falando de mim. Disse que não e fiz a besteira de perguntar o que era. Algo me dizia que não era bom. Algo = o tom de fala das criaturas.

Disseram que a outra turma disse que eu parecia uma rata.

E eu, do alto da minha maturidade, disse que não sabia que eles andavam falando isso, e que eu não ficava falando dos outros. E fingi seguir a vida. Disse também que não me importava. Mentira.

Aquilo me atingiu de uma maneira bem desagradável.

Todas as minhas inseguranças voltaram das profundezas da falta de autoestima.

Também vieram muitos questionamentos:

- Por que eu estava me sentindo assim com a opinião daquelas criaturas?

- Por que aquele comentário me afetava?

- Eu preciso e quero ser uma boa professora, e não uma bela professora. Não deveria me importar.

O dia todo fiquei pensando por que me sentia chateada com aquele comentário e tentando entender e explicar a mim mesma que isso não muda nada na minha vida. Claro que uma parte de mim já pensou em mil maneiras de deixar claro pros alunos que andaram falando isso que foi um comentário desagradável e infeliz. Também de comentar com as que contaram que, quando algo vai prejudicar alguém, melhor nem contar. Quando não agrega, melhor nem falar.

Enquanto escrevia isso, caíram uma ou duas lágrimas e parece que me sinto melhor em relação a essa situação. Mas não tenho certeza. Só saberei mais tarde.


Aproveitando que aqui estou, acho importante registrar o que é bom. Por que eu não pensei em vir aqui registrar o que é bom mas pensei em vir pra desabafar?

Porque é fácil contar pros outros o que é bom. Mas é difícil mostrar uma ferida.

Enfim.

Ontem foi a minha primeira aula do Mestrado do Profmat.

SIMMM, MESTRADO!

Fiz a prova em dezembro e passei. Fiquei entre os 10 classificados.

Estou indo de carona com um colega de Farroupilha e uma de São Vendelino.

Ontem, a primeira aula, foi uma palestra com uma professora de matemática da UFRGS (não ligada ao profmat) e também uma conversa com o coordenador do curso e os estudantes, ops, MESTRANDOS. Tiramos algumas dúvidas. Amanhã as aulas começam de verdade. Matemática discreta e Números reais e funções (algo assim).

Estou com medo? Bastante. Mas vamos com medo mesmo.


Enfim, desabafei sobre o que me afligia (realmente acho que me sinto melhor) e contei algo bem bom e legal. Talvez seja importante eu dizer que continuo trabalhando na particular 21h por semana e que continuo concursada 20h por semana.

Até a próxima!



EDIT: Li o post anterior a este e acho que preciso registrar algumas coisas:

*Ainda estamos em Pandemia. Na real, sim e não. As máscaras foram liberadas essa semana na nossa cidade, mas vários lugares tinham liberado a máscara e os casos estão aumentando. Eu continuo usando, tirando em situações pontuais porque realmente é muito ruim falar alto de máscara.

*Ainda estou fazendo a carteira de motorista. KKKKKrying.

Reprovei 5 vezes já na prova prática. A 1ª, porque deixei morrer numa esquina em morro, duas vezes e tbm tinha esquecido um pisca. A 2ª, nem saí da baliza pq esqueci o freio de mão acionado e o carro morreu. A 3ª, porque o avaliador achou que num cruzamento eu ia bater no outro carro, mesmo eu achando que ia dar tempo (tbm tinha deixado morrer, mas acho que ele não tinha descontado). A 4ª, porque deixei morrer uma vez na estacionada no morro e depois fiz uma conversão com "o carro desengrenado": eu estava trocando de marcha!!!! A 5ª, bati na baliza. Nunca tinha me acontecido. Vou dar uma pausa e depois farei novamente e PRECISO PASSAR. A sensação de reprovar é horrível.

Agora sim, até a próxima!


segunda-feira, 22 de março de 2021

1 ano de pandemia

Muito que bem.

Um ano de quarentena. Sei que não faz sentido essa frase, pq quarentena deveria ser 40 dias, mas é isso. Um ano que nos fechamos por causa desse vírus estúpido.

Um ano depois do fechamento abrupto, assustado, ainda estamos (talvez até mais) com medo dessa doença. Quem pega, muitas vezes fica com sequelas nada agradáveis: dificuldade pra respirar, dores de cabeça e no corpo, problemas no coração, pulmões e rins. E outras coisas que ainda podem surgir e nem sabemos... O tanto que sabemos sobre essa desgraça é tanto e tão pouco ao mesmo tempo.

Graças ao universo e às medidas que adotamos, ninguém da minha família próxima (pais, irmãos, cunhados e sogros) pegamos essa praga, pelo menos, não que a gente saiba. Volta e meia temos alguns sintomas estranhos... mas nada que precise muito ir ao médico.

Ainda bem.

Hoje o Brasil já registrou mais de 294 mil mortes. Teve um dia semana passada que foram 3 mil mortes. EM UM DIA. Ao todo, quase 12 milhões de infectados.

Preciso registrar aqui que o atual presidente falava que tudo isso de Covid era mimimi, e que vacina não funcionava, daí faz umas duas semanas que inocentaram o Lula de umas acusações e isso o tornou elegível. Então, Lula fez um discurso defendendo as vacinas e etc e imediatamente o atual presidente mudou seu discurso. A política no Brasil é uma nojeira.

Junta todo o cenário da pandemia que por si só é enlouquecedor com essas doideras políticas (sério, é um absurdo novo a cada dia) e taí a cena perfeita para que nossa saúde mental termine.

Esse final de semana nós só saímos pra ir ao mercado ontem (domingo). Fui na farmácia e Evi no mercado. No total, desde sair da garagem até entrar em casa, foram 33 minutos. Esse foi nosso passeio de final de semana. Nem fomos nos pais.

E... estou fazendo a carteira de motorista. Estou nas aulas práticas. "Mas no meio da pandemia, tu tá doida?!" Talvez, mas não. Na verdade eu me inscrevi no cfc em dezembro, que tava mais tranquilo (juro que eu pensei que não chegaríamos onde estamos hoje); fiz as aulas teóricas nas férias de janeiro, daí demorou um pouco mas fiz a prova dia 1º de fev (acertei 29 de 30), demorou uns dias até conseguir marcar e fazer o simulador e daí comecei as práticas. Vou terminá-las no dia 31 de março (se der tudo certo, acho que sim). 

A pandemia foi piorando no final de fevereiro. Tipo piorando de verdade. As aulas que seriam presenciais com revezamento foram canceladas e estão totalmente online. Isso tbm demoliu minha saúde mental, mas ok.

Eu tinha a opção de cancelar as aulas práticas, mas faria isso? Não. Já esperei tempo demais. Deixamos os vidros abertos, usamos máscara e álcool gel e vai dar tudo certo.

Enfim. Vai passar, mas quando? Tá sendo bem difícil tentar se manter sã no meio disso tudo. Eu tento ignorar as notícias pra não ficar sofrendo.

Se há um ano me dissessem que hoje estaríamos assim, eu teria enlouquecido. Prefiro nem saber quando vai terminar pra não pirar por nada. É bem triste.

Vou lá agora terminar de organizar a aula online que preparei para amanhã com os alunos de 8º e 9º. Sexta fiz com 6ºs e 7ºs e participaram 21 criaturas (de 90 e poucos da turma). Mas foi interessante, espero que amanhã seja bom também.

Até a próxima :)

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

erro é normal e ele não me define!

 Ninguém é perfeito.

Ser perfeito é meta de gente morta.

Nenhum erro meu me define.

Nem o pior erro que já cometi.

Posso errar e está tudo bem. Ninguém é perfeito sem defeitos.

Não deixo de ser merecedora de carinho e amor porque eu erro.

Todos são merecedores de carinho e amor.


SEMPRE LEMBRAR DISSO!!!


E se quiser ver mais, catar a Elisama Santos na internet.

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Algumas alegrias

EU de novo!
Era tempo que eu não passava aqui duas vezes na mesma semana, né?!

Mas queria registrar aqui alguns momentos de alegria dessa semana. Percebi que o mau humor e cansaço estão sendo bem frequentes - o cansaço é permanente! - e refleti sobre alguns momentos que me senti com mais energia e feliz nesses últimos tempos.

Esses momentos foram quando:
-Terminou aula online: eu me preparo pra aula, fico nervosa um pouco, mas quando termina eu to ligada no 220v. Mesmo que não saia perfeito, só de ver os alunos, interagir com eles, ouví-los, já dá um quentinho no coração.
-Encontro o mozão no final do dia: nossa, ele me dá uma paz interior. Mesmo que logo depois eu já esteja implicando com alguma coisa ou incomodando ele ou a gente se desentendendo de leve - principalmente nos dias mais punks, quando os dois estão estressados - a gente logo se entende e se abraça e fica tudo bem. É um mundo a parte, sabe.

Tem alguns momentos que não me dão tanta energia, mas que estão me fazendo bem (mesmo que às vezes eu tenha preguiça e acabe não querendo fazê-los), como meu skincare. Fui na dermato semana passada e ela me receitou cremes e pomadas e deu orientações para cuidar melhor da minha pele. Eu estava com várias manchas no torax e barriga (segundo ela, fúngicas) e reclamei das espinhas tbm (lá vem um comprimido que custa 200 pilas) e manchas no rosto. Estou lavando o rosto e aplicando hidratante/pomada para rosácea há uma semana e ontem parecia que meu rosto estava expulsando todos os cravos do queixo. Parecia tbm que entre as sobrancelhas estava descamando um pouco. Não sei se isso é bom ou ruim mas enfim, seguimos.

Um momento bem legal é ver as atividades dos alunos (o chato é ter que salvar uma por uma e que isso leva um tempãaaaao). Mas eu gosto de ver as atividades bonitas que eles fazem.

Acho que por enquanto eras isso.

Quero deixar registrado pra lembrar depois que MAIS IMPORTANTE QUE FAZER TUDO É FAZER O QUE É POSSÍVEL e NÃO PIRAR!!!
 

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Reflexões

Gente, difícil viu.

Estou participando de um curso. A prefeitura sempre fornece uma formação no meio do ano, um congresso ou algo do gênero, mas, com a pandemia isso se tornou inviável. Então aderiram a um seminário do Sesc. Estamos na terceira semana, total de 9 palestras (na verdade as duas últimas são oficinas). Muito boas, com pessoas competentes, transmitidas pelo youtube, profes de 59 municípios gaúchos participando. Bem interessante.
Temas variados, mas basicamente sobre pandemia e educação.

Todas que consegui assistir com atenção me levaram a várias reflexões. Algumas bem profundas, como a de hoje, que é sobre como se reestruturar a partir de agora.

Algumas vivências que estou tendo nesse período me dizem que sou merecedora de tudo o que estou vivendo, do que tenho, do amor que recebo. Difícil de entender, sabe.
Sexta-feira o mozão apareceu com um celular novo pra mim, porque o meu estava dando pau. Mais do que comprar o celular sem a minha autorização, ele me disse que fez isso porque EU NÃO FARIA. Eu não me vejo merecedora de coisas boas, sabe, se fosse esperar por mim, eu não compraria. Eu digo que é porque não queria gastar esse dinheiro agora, que é porque eu queria usar pra fazer a carteira de motorista - que eu estou enrolando HÁ 8 ANOS. E ainda não fiz. Agora estou esperando normalizar as provas que com a pandemia ficaram atrasadas... Ano passado foi porque usamos o dinheiro para comprar o apto. Antes eu não tinha dinheiro... quando eu tinha gastei indo pra Portugal. E assim vai. Meus motivos parecem bons, mas será que não estou me sabotando esse tempo todo?

Uma música - a última - cantada na palestra de hoje dizia
"Eu sou um ser divino, divina,
Imensamente amado, amada,
Eu mereço estar aqui,
Eu mereço estar aqui,
Eu mereço estar aqui".

Eu mereço tudo o que tenho: as coisas boas e as ruins.
Eu mereço ter alguém que me ama e me cuida como o Mozi faz.
Eu mereço ter o lugar onde moro, onde posso ter a minha paz.
Eu mereço ter os empregos que tenho.
Eu mereço ter os problemas que tenho.
Quem decide como lidar com eles sou eu!

No início da palestra de hoje, ele falou que vivemos em movimento, desde antes de nossa fecundação. E que nós assinamos um contrato, um combinado, com Deus ou seja lá quem que seja que gere esse universo, e que tudo o que passamos está nesse contrato, nesse combinado.
A pandemia estava nesse contrato.
A maneira com que lidamos com cada situação somos nós que decidimos.

Eu preciso ter as rédeas da minha vida. Quem diz isso nesse momento sou eu.
Eu preciso ter um controle maior de como lidar com cada momento, cada situação, como responder a certas situações. Eu preciso viver o momento: tomar banho pensando no banho, cozinhar pensando na comida, trabalhar pensando nos alunos. Isso é muito difícil nessa época.

Quando eu estava no intercâmbio, longe daqui, pensava muito nisso aqui. Quando voltei pra cá, só pensava em Aveiro. É impossível viver bem assim! VIVER O MOMENTO É FUNDAMENTAL.

Quis registrar isso aqui para que eu me lembre disso no futuro. Preciso ser gentil comigo mesma! Isso precisa ser quase que meu mantra.

EDIT: só pra atualizar: No boletim de ontem daqui, 3019 casos de covid-19 e 101 óbitos. Punk.

quinta-feira, 23 de julho de 2020

Crises e crises

Então, faz uns dias que queria passar por aqui.
Devia ter passado, colocar pra fora sempre me ajudou a lidar com os meus sentimentos e emoções.

Tive alguns dias bem difíceis nas últimas semanas. Relendo o último post, percebo que esses dias difíceis vem desde abril.

Continuamos em quarentena. No município já morreram mais de 50 pessoas com esse vírus e no país a média é de 1000 mortes por dia. Sim, mil. Já estamos em mais de 82 mil mortes. É muita coisa. Culpa de muita gente que não está seguindo as orientações.
Precisamos usar máscara toda a vez que saímos de casa. Se me dissessem isso há um ano, seria surreal! Cada vez que tocamos em alguma coisa, precisamos usar álcool gel. Vamos nos nossos pais uma vez por semana, pra dar uma passadinha rápida, coisa de uma hora no máximo. Sempre de máscara, usando álcool gel e lavando as mãos. Vamos ao mercado uma vez por semana, sempre tendo que higienizar todas as compras. Agora, quatro meses depois do início da quarentena, não higienizamos mais tuuuudo o que compramos (pq é um saco!). Só higienizamos o que vamos usar na hora, se for legume ou verdura ou se for pra geladeira. Se não for nada disso, deixamos por uns dias descansando no quartinho. Por exemplo, o que compramos sábado (hoje é quinta) ainda está no quartinho. É o mozão que vai guardar (temos pouco espaço de armazenamento e eu sou péssima nisso). 
No município, estamos dando aulas online desde a segunda quinzena de maio. Trabalhamos 5x mais e o retorno é 5x menor. Na particular, voltei ao trabalho presencial na segunda quinzena de abril e estou fazendo milhões de coisas que não seriam as minhas coisas. Resultado: não consigo fazer o que me compete.
Por tudo isso, entrei em parafuso.

Parei e percebi que estou reclamando de tudo. Que minha mente me compara a tudo imediatamente, sem eu perceber conscientemente. Que se vejo alguma foto de alguma outra casa, por exemplo, na hora meu cérebro percebe o que tem lá que não tenho aqui: que falta uma poltrona, que meu rack está sujo de pó e eu não limpei ainda, que faltam quadros de decoração, essas coisas completamente idiotas. E o pior: isso me incomoda. Essas coisas faltarem acabam me incomodando, por mais que NA REALIDADE MESMO eu nem esteja preocupada com isso, eu nem usaria muito a poltrona, eu enjoaria dos quadros.
Eu estou também tomando qualquer crítica pro pessoal. Nunca acho que fiz o suficiente. Os prazos me pressionam, me engolem. Qualquer coisa que eu tenha que fazer e que tenha um prazo, me esmaga, e eu não consigo fazer. Eu estou produzindo pouco. Odeio o sistema do município, é lento, me incomoda muito, acabo não mexendo e não fazendo o que preciso fazer.

Estive lendo sobre tudo o que estou sentindo pra tentar me curar sozinha. Descobri a EFT (https://www.eftbrasil.com.br/), estou tentando usar, mas não vi nenhum resultado significativo ainda. Tentei fazer yoga também, vamos vendo. Voltei a ler e estou evitando um pouco as redes sociais. Eu e o mozi estamos indo caminhar (hoje será o segundo dia). É horrível fazer exercício físico usando máscara.

Ontem fui na psicóloga, ela tentou me ajudar mas não sei até que ponto valeu a pena. Parece que ela não entende algumas coisas que eu falo. Ela disse que é natural eu estar sentindo tudo isso, que 90% das pessoas também está assim, mas que é preciso relaxar, diminuir o nível de exigência de si mesma, colocar metas, e fazer o que for possível. Não se incomodar com o impossível. Eu juro que eu estou tentando, mas não é fácil.

Enfim, tenho que fechar todas as notas até segunda (não consegui nem começar porque algo me bloqueia, mas vou conseguir começar hoje, tenho fé). Essa semana estou de férias da particular, volto na segunda.

Vamos lá. Preciso melhorar e passar por isso. Eu sei o quanto eu sou boa e competente e sei que posso conseguir.
Mas é difícil...

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Crise (e não só do Corona Vírus)

Em tempos de crise sempre reapareço por aqui.
E que crise. Mundial.

Corona vírus. Fico curiosa sobre como lembrarei dessa época daqui um ano, daqui cinco anos, vinte anos.

Já estamos morando no apê. Nos mudamos no final de fevereiro. Ainda não instalamos o forno elétrico, porque a válvula de gás ficou atrás do espaço do forno e ele não cabe como deveria, então teremos que acrescentar uma frente ao móvel para que dê espaço pro forno.

E estamos de quarentena. Eu, desde o dia 20 de março (18º dia). As aulas do município só voltam em maio (isto se não alterarem as datas) e da particular também, porém, na segunda estou trabalhando em regime home office e, se bem conheço, terei que voltar ao trabalho presencial antes dos alunos.
O Mozão esteve de quarentena também desde o dia 21 até ontem. Hoje voltou ao trabalho.

Quero escrever aqui sobre como foi a quarentena e esse primeiro mês morando com Ele. E também escrever sobre como estou me sentindo sobre o trabalho na particular. E também sobre essa época de crise decorrente do Corona Vírus.

Primeiro, vou escrever sobre a particular (tentar deixar o assunto bom pro final pra terminar feliz). Esse ano está sendo diferente do ano passado. Me sinto deslocada. Estou sendo cobrada por coisas que eu não sabia que me competiam (na verdade não competiam a mim). O tão esperado aumento de salário não apareceu e nem tenho coragem de pedir nas atuais circunstâncias (mesmo antes da quarentena). O que estou tendo vontade de pedir é demissão.
Eu gostava muito de trabalhar lá. Mas não suporto que fiquem dizendo "quem não trabalhar direito é rua", "quem não estiver fazendo seu trabalho, quem não estiver estudando, sinto muito, mas vai sair". Então manda embora de uma vez. Chama na sala e fala. Mas não fica dizendo no geral assim. Eu fico mesmo chateada. Não me sinto bem.
Sempre me falaram da grande chefe. Que era uma pessoa difícil, dura, mas ela sempre tinha me tratado bem, e eu respondia isso: sempre fui bem tratada, não posso reclamar. Muito bem, chegou minha hora de ser tratada da maneira que todos são. Eu não me importo de ser cobrada de algo que não fiz. Até fico chateada, mas comigo mesma. Mas ser cobrada por coisas que não me cabem? Ah, isso me chateia muito! Odeio estar na posição de incompetente sendo que nem tenho culpa. Enfim, ou as coisas mudam ou não vou aguentar por muito tempo. Não mereço ser tratada dessa maneira. Pedi pra conversar com a chefe (não a grande) hoje por telefone, vamos ver o que ela vai dizer, mas quero mais clareza no que preciso fazer para que eu seja cobrada com motivo, pelo menos.

Agora, essa coisa toda de corona vírus. Não gosto de ficar repetindo o nome do bicho, parece que o atraio. Não que ficar sem falar dele vai me fazer ficar imune ou distante mas enfim.
O que sabemos até agora é que ele surgiu na China no final do ano passado, já infectou milhares de pessoas no mundo todo (sim todinho) e já morreu muita gente. Em países como a China, Itália, Equador e EUA os sistemas de saúde entraram em colapso. Aqui no estado do Amazonas já decretaram que o sistema de saúde entrou em colapso. Isso porque o vírus se alastra muito rápido, então muitas pessoas ficam contaminadas ao mesmo tempo. Mesmo que apenas uma pequena porcentagem precise de internação, uma pequena porcentagem de uma grande quantidade acaba sendo uma quantidade grande também, ainda mais se comparado ao número de leitos de UTI disponíveis nos sistemas de saúde. Isso considerando os públicos e os particulares. Não há leitos suficientes para todos. Ainda mais porque não é só para os contaminados com os vírus: as outras doenças continuam acontecendo.
Li alguns relatos bem tristes sobre pessoas que se contaminaram e faleceram rapidamente, com a família sem entender direito o que estava acontecendo, sem direito a velório ou velório de apenas uma hora, cidades onde as pessoas estão morrendo em casa porque não há leitos em hospitais e as famílias ficam com os corpos em casa, outros locais onde os corpos estão nas ruas, enfim, histórias desoladoras.
Estou pedindo que meus pais fiquem em casa. Estou ficando em casa. São 18 dias onde saí somente quatro vezes: três delas fomos ao mercado e na casa dos meus pais e sogros. Na última, somente no mercado. Em todas as vezes, tomando as precauções indicadas, como a distância mínima de outras pessoas, nada de abraços e beijos, não tocar o rosto, chegar em casa e trocar toda a roupa, lavando a roupa da rua, tirando o calçado perto da porta, higienizando todas as compras e celulares e cartões e etc.
Todos dizem que nada parecido foi vivido pela sociedade atual. Essa crise assemelha-se à gripe espanhola, que aconteceu por volta de 1918, há mais de 100 anos, então, há poucas pessoas que passaram por ambas crises.
É bem assustador. Tenho medo de perder alguém da minha família, alguém que eu goste.
Nem quero falar sobre o comportamento do Governo Federal frente a isso tudo.

Eu li no final do ano passado ou início desse ano sobre uma previsão espírita que dizia que muitas almas iriam desencarnar nesse ano de 2020. Lembro que falava em uma grande leva de almas que iria deixar a Terra, algo assim. Pensei em algum grande acidente, não conseguia ter ideia do que poderia acontecer, não imaginaria que um vírus traria essas consequências. Se a "profecia" foi verdadeira? Não sei, me parece que todos os anos tem a essa mesma profecia, não me dei tempo para isso ainda.

Ficar todos esses dias em casa é estranho. Eu trabalhei dois dias à distância na particular e entrei em férias (mais fácil que daí não precisam me dar férias depois e acham q eu sou dispensável mesmo). Foram boas as férias pq não precisei estar me preocupando com o trabalho. Mas hoje precisei voltar ao home office e não pude deixar de me estressar assim que abri os emails. Como eu já comentei aqui, não está fácil.

Mas ficar em casa nessas duas semanas com o Mozi foi interessante. Ele está sempre de boa. Não se culpa, não se estressa. Eu estou o tempo todo me culpando por não estar estudando, por não estar fazendo isso ou aquilo. Meu psicológico que me sabota as always.
Eu me cobro por não ter terminado o tapete do banheiro, por não ter limpado as janelas da sala e cozinha, por não ter limpado os vidros, por não ter feito ainda o PPI, por não ter colocado as aulas e faltas no sistema, por não ter lido vários livros nesse tempo (li dois) e não estar lendo nada agora, por estar dormindo demais (hoje levantei da cama quase meio dia), enfim, várias coisas.
O Mozi é muito tranquilo. Ele anota o que está faltando para comprar no mercado. Ele vai ao mercado e compra. Ele toma a iniciativa para fazer comida: levanta e faz. Me pede quando precisa de ajuda, mas pesquisa muito na internet. Gosta de passar aspirador e só reclama do cheiro de Qboa que faz mal pra ele (meu pai sempre reclamou também). De maneira geral, eu não posso reclamar. É muito mais organizado do que eu, coloca as roupas sujas e limpas no lugar certo. Aliás, quem organizou o roupeiro foi ele. Dobrou tudo, colocou em cabides, organizou prateleiras, enfim. Fez tudo lindo.
Nós cozinhamos, assistimos séries, conversamos, ouvimos música (muita música). Está sendo muito boa a convivência. Ainda bem que pudemos passar juntos essa fase. Já pensou ter que ficar todo esse tempo separado? Nós, que sempre nos vimos desde o início do relacionamento. Às vezes discordamos, rola um clima chato, mas logo se resolve. O estresse do confinamento colabora.

Tiveram dias que eu pensei que entraria em parafuso. Dias lindos de sol (hoje é o primeiro que amanheceu chovendo e continua chovendo até agora) mas aqui dentro eu sentia como se fosse o pior inverno. Hoje que fiquei até mais tarde na cama me senti como me sentia em Portugal, nos dias chuvosos e frios onde eu precisava muito estudar. Uma angústia que dói e desanima e dá menos vontade ainda de fazer qualquer coisa.
Eu sei que a maneira de eu parar de me cobrar é fazer e deixar feito de uma vez. Mas, como já disse, essa angústia destrói qualquer vontade de qualquer coisa.
A última vez que fui na psicóloga foi no início de fevereiro. Março não tive dinheiro e abril também não teremos.
Tem isso também: estamos apertadíssimos financeiramente. Tipo, no vermelho.

Eu estava muito chateada com a particular e achei melhor vir aqui escrever para poder desabafar. Já faz três horas que intercalo o que estou escrevendo aqui com o trabalho.

Acho que era isso. Tentei deixar a parte boa pro final mas acabei estragando. Mas tudo bem.
Espero que eu possa postar coisas boas em breve.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

2020 começando

Muito bem.
Nem preciso dizer que muita coisa aconteceu nesse tempo. Desempreguei. Procurei emprego até no Sine. E nada. Até que... tudo. Comecei em uma escola particular, Coordenando um projeto (1o de abril). Logo depois, em uma cidade vizinha, como profe de matemática contratada(maio). E, finalmente, chamada no concurso daqui. Professora de matemática. Concursada (junho). Iniciei substituindo uma licença maternidade. Fiquei todo o ano de 2019 na escola ED e neste ano 2020 vou para outra escola, bem pertinho do meu apê...
Isso mesmo. Compramos um apê. Eu e Mozão.
Pretendemos nós mudar em breve. Início de fevereiro. O quanto antes.
Claro que teve coisa não tão boa em 2019, tbm. Mamis adoeceu, 10 dias no hospital com pancreatite. Deixou de cuidar das crianças, meu pai aposentou e saiu da empresa, então a renda da casa diminuiu, mesmo que o Ju tenha conseguido um emprego que paga melhor. 
Mas voltando pro apê, é uma coisa linda.
Fico tão feliz em ir pro meu cantinho.
Temos quase tudo já.
Deu tudo tão certo...
É longinho de casa, sim, 8km, mas dá pra ir de bus.
Mais perto não conseguiríamos pagar, rsrs.
A vida é assim mesmo.
Quero tanto me mudar. Já não me sinto bem em lugar nenhum. Muito é meu psicológico, sim, que me sabota o tempo todo. Aliás, estou indo na psicóloga desde novembro. Me ajuda até.
Vou aguentar mais um pouquinho.
Vai dar tudo certo e ficar tudo bem.

Tudo dá certo no fim.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

quase um ano depois...

OII!

Passei aqui pra olhar nem lembro mais o que e percebi que é quase um ano (quase mesmo!) que não escrevo. Resolvi escrever. Contar o que continua igual e o que está diferente.

Bom, pra começar, estamos passando por um processo complicado em nosso país. Escrevi brevemente sobre isso no outro blog. Caso eu queira consultar isso no futuro, posso procurar por "Eleições 2018 perfil candidatos 2o turno".  Isso dirá bastante coisa.

Essa situação complicada me faz querer sair do país.

Continuo na escola PI, esse ano tive um 2o ano, turma falante, complicada, agitada e difícil. Todo mundo diz que a turma é mesmo difícil e ninguém faz nada realmente relevante pra me ajudar. Continuo nessa escola e nesse emprego até dia 31 de dez, quando encerra o contrato.
Tenho que buscar outro emprego, mas deixo sempre pra depois e ainda não fui.

O Evi continua sendo um namorado maravilhoso. Sem exageros. Ele me ajuda muito a superar a barra que é viver nesse mundo de bosta todos os dias.
Vai fazer dois anos que estamos juntos. Percebi isso lendo um post anterior. rsrs

Eu fiz os planos de aula pra revista e eles estão no site. Publicadíssimos. Super disponíveis para quem quiser ver. Isso é bem legal, mas hoje já não dou mais tanta importância como eu deveria.
Deu uma trabalheira!!! Teve finais de semana que enlouqueci. O primeiro eu tive que fazer duas vezes. Mas tudo bem. No fim deu tudo certo.

Fiz o concurso de uma cidade vizinha pra prof de matemática e não passei. Fiz o da minha cidade ontem e passeiiiiiiiiiii uhuuuuuuu provavelmente com um monte de gente na minha frente, mas enfim. 

Coloquei aparelho nos dentes em maio. Uma semana depois cortei o cabelo e fiquei com cara de pré adolescente. Mas agora o cabelo já cresceu e já acostumei.

Vou dormir. Amanhã de manhã tenho exame (cito) e de tarde tenho curso na SMED. Ler e escrever textos nos anos iniciais (ou algo assim). Enfim. O curso ta no fim e eu ainda não decorei o nome.

Até a próxima!!!

PS: Ainda não sei como vamos comemorar os dois anos. Vou pensar em algo . <3

PS2: Me pergunto como eu estarei daqui a um ano e o que eu terei pra contar aqui. rsrs

PS3: Comprei um PC novo!!! É lindo e 2 em 1. Na verdade quem pagou foi meu pai. Mas vou pagar pra ele.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

troca de função e salário melhor / medo e alegria

opaaaaaa.


nem demorei tanto assim dessa vez pra passar aqui.

Mais notícias boas.
Amanhã é meu último dia na creche.
Depois de amanhã (quarta) começo como profe na escola P.I. . (uhuuuu)
Quinta vou pra formação da revista. (uhuuuu2)

Fui chamada no contrato semana passada. Fui na smed na quarta. Amanhã faço o demissional e o admissional e começo na quarta como profe. Terei um 3º ano. Turma complicada, 25 alunos, tem monitora na sala. Vai ser bem desafiador (leia-se punk), mas tudo bem. Salário é bom, só 20 horas.

To bem ansiosa pra formação. Nem sei direito o que colocar na mala. Me dá uns frios na barriga só de pensar. Umas dores de barriga.
Mas vai ser legal. 
Num resort.
Depois eu passo aqui pra contar. (farei o possível)

To feliz e com medo.
Vamos lá.


PS: Sábado, eu e mozão fomos numa pizzaria em garibacity, comemorar nosso um ano juntos. Foi bem delícia (em vários sentidos).

terça-feira, 3 de outubro de 2017

atualizations/2

oi.

Então. Pedi demissão daquele inferno. Demorou, hein?! Desde o primeiro mês de trabalho me sentindo esgotada e morta, e aturei até o sexto mês.
A real é que eu não queria ficar desempregada. Esperei até ter algo certo em mãos. não queria deixar as contas por pagar. teve o tratamento de canal e reconstrução do dente e limpeza também... tudo bem. Vou começar quinta na mesma creche que eu trabalhava antes do intercâmbio, por um contrato emergencial da prefeitura.
Eu procurei empregos, mas tava complicado.
Passei no contrato emergencial pra professor de séries iniciais também, mas ainda não chamaram todos. Acho que vão chamar até o final do mês.
Eu queria escrever aqui na semana retrasada e passada. Tem umas coisas boas acontecendo, e eu queria registrar.

Eve continua sendo quem me salva do mundo. Às vezes nos desentendemos, sou estúpida, ele é grosso, mas a gente se resolve. Isso é o que eu mais gosto: o jeito que a gente se resolve. Tudo é dito na hora. Magoou, desmagoa e pronto. Ele nem guarda rancor. Eu ainda não cheguei nesse patamar de magnificência (gostaria de chegar um dia). Mas tudo bem. Nos damos tão bem. Final desse mês vai fazer um ano que estamos juntos. Namorando, mês que vem.

Além desses contratos da prefeitura, passei numa seleção para profes que vão fazer planos de aula pra uma revista. Foram 13 mil inscritos (segundo o site), 150 pessoas selecionadas no país, apenas 4 no meu estado. E eu to aí. Sabe, nem acredito. Na verdade, um dos pré-requisitos era ser professor de escola pública ou particular e ter experiência no ensino de matemática. Eu não sou profe nem tem experiência. Fiquei feliz por ter sido selecionada mas não botei fé porque provavelmente eles pediriam comprovações desses pré-requisitos e eu não teria como comprovar (porque não tenho!). Mas, pelo que estou vendo, não pede nada. Nada. Nada. O que vão pedir será só o contrato assinado, segundo um email que recebi hoje. Porém, nesse contrato deve constar que cumpro os pré-requisitos e daí se eu assinar vou estar mentindo. E mesmo que não conste, se eu continuar de boa, vai ter a formação presencial e eu vou dizer que não trabalho como profe, e daí? Faço o que? Se o evento é pra professores? Sabe, to me sentindo mal agora já. Já passou até um arrependimento por ter me inscrito no processo.

Sei que eu posso estar me sabotando, apenas (isso não é raro). To tentando pensar onde buscar ajuda mas não sei. Me sinto super mentirosa.

Algo em mim diz que não tem nada de errado se eles gostaram do meu plano - mesmo que eu não tenha experiência - e não gostaram do plano dos outros - que provavelmente tem experiência. Que eu passei por mérito meu.
Mas tem outro algo em mim que me diz que eu estou sendo mentirosa e que eu não tenho experiência e deveria acabar logo com isso pra eles colocarem alguém habilitado no meu lugar.

E isso tá me corroendo.

Falei com mozão. Ele disse que não tem nada de errado se eles gostaram do meu plano - mesmo que eu não tenha experiência - e não gostaram do plano dos outros - que provavelmente tem experiência. Que eu passei por mérito meu.
Que eu possivelmente esteja me sabotando.
E que ele acha que eu deveria continuar de boas.
Mas que se isso vai fazer eu me sentir melhor, é pra eu mandar email pra revista, mas preciso estar preparada para respostas positivas e negativas.
Enfim.
Ele me ajuda muito. Estou mais tranquila. Vou conversar com a moça da prefeitura amanhã e perguntar sobre a contratação dos profes, pq se eu estiver atuando como profe até o dia da formação, não vou me sentir mal.
E vou esperar o contrato que a moça falou que vão enviar por email.

Tudo bem.

Hoje fui no meu antigo emprego de estagiária, onde tem meu chefe super legal e que dá comidas muitas. Me sinto super bem com eles. Foi ótimo.

Amanhã vou pagar as últimas horas do emprego que to saindo e fazer o acerto.
Me sinto muito aliviada de não trabalhar mais lá. Saber que é a ÚLTIMA vez que acordo pra ir lá.
Vou sentir falta de algumas crianças. Alguns choraram quando avisei que amanhã começaria outro educador, porque eu estava saindo. Acho que fiz algo de bom para alguns, sabe, meu sofrimento nesses meses não foi em vão.

Digitei um livro pro Marcos. Na real, Eve me ajudou. 800 temers. Vão ser úteis pra viagem de fim de ano. *-*

Bom, acho que já falei bastante hoje.
Vou tentar passar aqui mais frequentemente.
(sempre falo/penso isso mas não mudo.)

beijos <3

sábado, 8 de julho de 2017

Atualization

Passando apenas para atualizações.
Porém, nada de novo.

Mozão me salvando desse mundo doido.
Ha ha ha, quem diria que seria tão bonito assim olhar alguém? E não sentir medo, não sentir frio, não sentir vontade que não seja de infinito.

To em fase de pensar se desisto da especialização ou não. Sabe, vontade nenhuma de fazer o projeto pro artigo/TCC.
O trabalho, após uma fase do tipo "esperando a gota d'água pra pedir demissão", passei a ligar o foda-se. Sou eu trabalhando? Não. O que to desenvolvendo está no nível Thaís de aprovação? Não. Mas é o que to conseguindo. Então ok.
Não to sendo eu, mas assim to vivendo. Mandei currículos, to me inscrevendo pra vagas, falando pra pessoas, mas nada aparece. Queria algo de assistente administrativo. Sem ter que fazer planejamento, nada em casa.

Meu medo de desistir da especialização é me sentir ainda mais inútil do que me sinto atualmente. Preciso me ocupar com outras coisas, mas não to conseguindo pensar em nada gratuito que eu realmente me interesse e tenha tempo. Sei lá.

Enfim, to nessas. Espero que tudo esteja melhor nas próximas edições/postagens.

OBS: fui num show da Vanguart em 10/06 e foi a coisa mais maravilhosa da vida. <3 <3 <3