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terça-feira, 30 de janeiro de 2024

Podia ter escolhido melhor.

Estou chateada.

Percebi que me sinto super ansiosa em relação ao orientador.

Semana passada, quando o encontrei pessoalmente, me percebi super ansiosa e nervosa esperando ele chegar. Talvez porque ele disse que chegaria às 14h e só chegou 14h17? Talvez porque eu sabia que o que eu tinha produzido não era tão bom? Talvez porque meu psicológico bugado confunde as funções?

Foi talvez um alívio pedir pro J conversar com ele antes e usar como desculpa que eu demoraria mais, pois enquanto eles conversavam eu pude me acalmar um pouco. Eu tava tremendo de ansiedade. Fui falando pra mim que aquilo era bobo e que eu não precisava me sentir assim, que aquela emoção podia ir embora, que eu estava pronta para conversar.

Eu nem sabia que logo em seguida ele contaria que não tinha olhado meu arquivo (que eu tinha enviado uma semana antes) e que contaria que o pai dele morreu.

Essa notícia acabou comigo. Me impactou muito, fiquei sem ação. Ele parecia estar super conformado e tranquilo. Mas a notícia me desarmou e nem consegui deixar claro o quanto ele é fundamental para que eu consiga seguir escrevendo e fazendo o meu trabalho.

O papel dele nessa história é me orientar. Ele precisa me orientar. Eu preciso da ajuda dele.

Não é nenhum favor, esse é o trabalho dele.

Não é minha obrigação fazer sozinha. Esses sentimentos/emoções que sinto são normais do processo. Estou falando da hesitação, insegurança, dúvida, dificuldade de leitura e de escrita. O que não é normal é eu ficar ansiosa porque ele não está cumprindo os prazos que nós estipulamos juntos. Eu estou cumprindo o que prometi. Poxa, ele não teve 30 minutos para abrir meu arquivo, ler e apontar algumas coisas????

Eu acho que ele acha que eu consigo fazer sozinha e que ele não precisa ajudar muito. Mas não é bem assim. Eu to com dificuldades. Eu queria alguém que lesse o que eu escrevo e me desse retorno.

O que eu quero é só o mínimo!!!

Não precisa de milagre, só o básico já tá bom.

Eu mandei uma mensagem dizendo que estou com dificuldades e que acho que as considerações dele me ajudariam. Acho que dá pra perceber que preciso de ajuda, né?

Enfim, espero que ele entenda.

Tô na dúvida se levo o computador pra tentar trabalhar um pouco na praia ou se nem levo. Acho que vou levar, na dúvida é melhor ter junto. Mas não vou deixar de ir pra praia pra fazer, é só pra fazer em horários que não conseguiria aproveitar. Também não vou ter muita privacidade, então, não posso esperar que vou super produzir pq não vou.

Vou levar o notebook mais por desencargo de consciência.

Escrever aqui me ajuda bastante. Hoje tenho psicóloga e vai me ajudar também.

O Evi também me encorajou a mandar mensagem pra ele. Uma parte de mim diz "Ele sabe que não está te orientando direito, não precisa ficar cobrando (e sendo chata)" e outra parte me diz "O óbvio também precisa ser dito, chama ele e deixa claro que tu precisa de ajuda". A primeira parte é aquela minha parte que odeia incomodar os outros.

Eu queria ouvir só a segunda parte. Mas não consigo às vezes. Ainda bem que tem o Evi que me ajuda a ouvir.

Por hoje era isso.

segunda-feira, 22 de março de 2021

1 ano de pandemia

Muito que bem.

Um ano de quarentena. Sei que não faz sentido essa frase, pq quarentena deveria ser 40 dias, mas é isso. Um ano que nos fechamos por causa desse vírus estúpido.

Um ano depois do fechamento abrupto, assustado, ainda estamos (talvez até mais) com medo dessa doença. Quem pega, muitas vezes fica com sequelas nada agradáveis: dificuldade pra respirar, dores de cabeça e no corpo, problemas no coração, pulmões e rins. E outras coisas que ainda podem surgir e nem sabemos... O tanto que sabemos sobre essa desgraça é tanto e tão pouco ao mesmo tempo.

Graças ao universo e às medidas que adotamos, ninguém da minha família próxima (pais, irmãos, cunhados e sogros) pegamos essa praga, pelo menos, não que a gente saiba. Volta e meia temos alguns sintomas estranhos... mas nada que precise muito ir ao médico.

Ainda bem.

Hoje o Brasil já registrou mais de 294 mil mortes. Teve um dia semana passada que foram 3 mil mortes. EM UM DIA. Ao todo, quase 12 milhões de infectados.

Preciso registrar aqui que o atual presidente falava que tudo isso de Covid era mimimi, e que vacina não funcionava, daí faz umas duas semanas que inocentaram o Lula de umas acusações e isso o tornou elegível. Então, Lula fez um discurso defendendo as vacinas e etc e imediatamente o atual presidente mudou seu discurso. A política no Brasil é uma nojeira.

Junta todo o cenário da pandemia que por si só é enlouquecedor com essas doideras políticas (sério, é um absurdo novo a cada dia) e taí a cena perfeita para que nossa saúde mental termine.

Esse final de semana nós só saímos pra ir ao mercado ontem (domingo). Fui na farmácia e Evi no mercado. No total, desde sair da garagem até entrar em casa, foram 33 minutos. Esse foi nosso passeio de final de semana. Nem fomos nos pais.

E... estou fazendo a carteira de motorista. Estou nas aulas práticas. "Mas no meio da pandemia, tu tá doida?!" Talvez, mas não. Na verdade eu me inscrevi no cfc em dezembro, que tava mais tranquilo (juro que eu pensei que não chegaríamos onde estamos hoje); fiz as aulas teóricas nas férias de janeiro, daí demorou um pouco mas fiz a prova dia 1º de fev (acertei 29 de 30), demorou uns dias até conseguir marcar e fazer o simulador e daí comecei as práticas. Vou terminá-las no dia 31 de março (se der tudo certo, acho que sim). 

A pandemia foi piorando no final de fevereiro. Tipo piorando de verdade. As aulas que seriam presenciais com revezamento foram canceladas e estão totalmente online. Isso tbm demoliu minha saúde mental, mas ok.

Eu tinha a opção de cancelar as aulas práticas, mas faria isso? Não. Já esperei tempo demais. Deixamos os vidros abertos, usamos máscara e álcool gel e vai dar tudo certo.

Enfim. Vai passar, mas quando? Tá sendo bem difícil tentar se manter sã no meio disso tudo. Eu tento ignorar as notícias pra não ficar sofrendo.

Se há um ano me dissessem que hoje estaríamos assim, eu teria enlouquecido. Prefiro nem saber quando vai terminar pra não pirar por nada. É bem triste.

Vou lá agora terminar de organizar a aula online que preparei para amanhã com os alunos de 8º e 9º. Sexta fiz com 6ºs e 7ºs e participaram 21 criaturas (de 90 e poucos da turma). Mas foi interessante, espero que amanhã seja bom também.

Até a próxima :)

quinta-feira, 23 de julho de 2020

Crises e crises

Então, faz uns dias que queria passar por aqui.
Devia ter passado, colocar pra fora sempre me ajudou a lidar com os meus sentimentos e emoções.

Tive alguns dias bem difíceis nas últimas semanas. Relendo o último post, percebo que esses dias difíceis vem desde abril.

Continuamos em quarentena. No município já morreram mais de 50 pessoas com esse vírus e no país a média é de 1000 mortes por dia. Sim, mil. Já estamos em mais de 82 mil mortes. É muita coisa. Culpa de muita gente que não está seguindo as orientações.
Precisamos usar máscara toda a vez que saímos de casa. Se me dissessem isso há um ano, seria surreal! Cada vez que tocamos em alguma coisa, precisamos usar álcool gel. Vamos nos nossos pais uma vez por semana, pra dar uma passadinha rápida, coisa de uma hora no máximo. Sempre de máscara, usando álcool gel e lavando as mãos. Vamos ao mercado uma vez por semana, sempre tendo que higienizar todas as compras. Agora, quatro meses depois do início da quarentena, não higienizamos mais tuuuudo o que compramos (pq é um saco!). Só higienizamos o que vamos usar na hora, se for legume ou verdura ou se for pra geladeira. Se não for nada disso, deixamos por uns dias descansando no quartinho. Por exemplo, o que compramos sábado (hoje é quinta) ainda está no quartinho. É o mozão que vai guardar (temos pouco espaço de armazenamento e eu sou péssima nisso). 
No município, estamos dando aulas online desde a segunda quinzena de maio. Trabalhamos 5x mais e o retorno é 5x menor. Na particular, voltei ao trabalho presencial na segunda quinzena de abril e estou fazendo milhões de coisas que não seriam as minhas coisas. Resultado: não consigo fazer o que me compete.
Por tudo isso, entrei em parafuso.

Parei e percebi que estou reclamando de tudo. Que minha mente me compara a tudo imediatamente, sem eu perceber conscientemente. Que se vejo alguma foto de alguma outra casa, por exemplo, na hora meu cérebro percebe o que tem lá que não tenho aqui: que falta uma poltrona, que meu rack está sujo de pó e eu não limpei ainda, que faltam quadros de decoração, essas coisas completamente idiotas. E o pior: isso me incomoda. Essas coisas faltarem acabam me incomodando, por mais que NA REALIDADE MESMO eu nem esteja preocupada com isso, eu nem usaria muito a poltrona, eu enjoaria dos quadros.
Eu estou também tomando qualquer crítica pro pessoal. Nunca acho que fiz o suficiente. Os prazos me pressionam, me engolem. Qualquer coisa que eu tenha que fazer e que tenha um prazo, me esmaga, e eu não consigo fazer. Eu estou produzindo pouco. Odeio o sistema do município, é lento, me incomoda muito, acabo não mexendo e não fazendo o que preciso fazer.

Estive lendo sobre tudo o que estou sentindo pra tentar me curar sozinha. Descobri a EFT (https://www.eftbrasil.com.br/), estou tentando usar, mas não vi nenhum resultado significativo ainda. Tentei fazer yoga também, vamos vendo. Voltei a ler e estou evitando um pouco as redes sociais. Eu e o mozi estamos indo caminhar (hoje será o segundo dia). É horrível fazer exercício físico usando máscara.

Ontem fui na psicóloga, ela tentou me ajudar mas não sei até que ponto valeu a pena. Parece que ela não entende algumas coisas que eu falo. Ela disse que é natural eu estar sentindo tudo isso, que 90% das pessoas também está assim, mas que é preciso relaxar, diminuir o nível de exigência de si mesma, colocar metas, e fazer o que for possível. Não se incomodar com o impossível. Eu juro que eu estou tentando, mas não é fácil.

Enfim, tenho que fechar todas as notas até segunda (não consegui nem começar porque algo me bloqueia, mas vou conseguir começar hoje, tenho fé). Essa semana estou de férias da particular, volto na segunda.

Vamos lá. Preciso melhorar e passar por isso. Eu sei o quanto eu sou boa e competente e sei que posso conseguir.
Mas é difícil...

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Crise (e não só do Corona Vírus)

Em tempos de crise sempre reapareço por aqui.
E que crise. Mundial.

Corona vírus. Fico curiosa sobre como lembrarei dessa época daqui um ano, daqui cinco anos, vinte anos.

Já estamos morando no apê. Nos mudamos no final de fevereiro. Ainda não instalamos o forno elétrico, porque a válvula de gás ficou atrás do espaço do forno e ele não cabe como deveria, então teremos que acrescentar uma frente ao móvel para que dê espaço pro forno.

E estamos de quarentena. Eu, desde o dia 20 de março (18º dia). As aulas do município só voltam em maio (isto se não alterarem as datas) e da particular também, porém, na segunda estou trabalhando em regime home office e, se bem conheço, terei que voltar ao trabalho presencial antes dos alunos.
O Mozão esteve de quarentena também desde o dia 21 até ontem. Hoje voltou ao trabalho.

Quero escrever aqui sobre como foi a quarentena e esse primeiro mês morando com Ele. E também escrever sobre como estou me sentindo sobre o trabalho na particular. E também sobre essa época de crise decorrente do Corona Vírus.

Primeiro, vou escrever sobre a particular (tentar deixar o assunto bom pro final pra terminar feliz). Esse ano está sendo diferente do ano passado. Me sinto deslocada. Estou sendo cobrada por coisas que eu não sabia que me competiam (na verdade não competiam a mim). O tão esperado aumento de salário não apareceu e nem tenho coragem de pedir nas atuais circunstâncias (mesmo antes da quarentena). O que estou tendo vontade de pedir é demissão.
Eu gostava muito de trabalhar lá. Mas não suporto que fiquem dizendo "quem não trabalhar direito é rua", "quem não estiver fazendo seu trabalho, quem não estiver estudando, sinto muito, mas vai sair". Então manda embora de uma vez. Chama na sala e fala. Mas não fica dizendo no geral assim. Eu fico mesmo chateada. Não me sinto bem.
Sempre me falaram da grande chefe. Que era uma pessoa difícil, dura, mas ela sempre tinha me tratado bem, e eu respondia isso: sempre fui bem tratada, não posso reclamar. Muito bem, chegou minha hora de ser tratada da maneira que todos são. Eu não me importo de ser cobrada de algo que não fiz. Até fico chateada, mas comigo mesma. Mas ser cobrada por coisas que não me cabem? Ah, isso me chateia muito! Odeio estar na posição de incompetente sendo que nem tenho culpa. Enfim, ou as coisas mudam ou não vou aguentar por muito tempo. Não mereço ser tratada dessa maneira. Pedi pra conversar com a chefe (não a grande) hoje por telefone, vamos ver o que ela vai dizer, mas quero mais clareza no que preciso fazer para que eu seja cobrada com motivo, pelo menos.

Agora, essa coisa toda de corona vírus. Não gosto de ficar repetindo o nome do bicho, parece que o atraio. Não que ficar sem falar dele vai me fazer ficar imune ou distante mas enfim.
O que sabemos até agora é que ele surgiu na China no final do ano passado, já infectou milhares de pessoas no mundo todo (sim todinho) e já morreu muita gente. Em países como a China, Itália, Equador e EUA os sistemas de saúde entraram em colapso. Aqui no estado do Amazonas já decretaram que o sistema de saúde entrou em colapso. Isso porque o vírus se alastra muito rápido, então muitas pessoas ficam contaminadas ao mesmo tempo. Mesmo que apenas uma pequena porcentagem precise de internação, uma pequena porcentagem de uma grande quantidade acaba sendo uma quantidade grande também, ainda mais se comparado ao número de leitos de UTI disponíveis nos sistemas de saúde. Isso considerando os públicos e os particulares. Não há leitos suficientes para todos. Ainda mais porque não é só para os contaminados com os vírus: as outras doenças continuam acontecendo.
Li alguns relatos bem tristes sobre pessoas que se contaminaram e faleceram rapidamente, com a família sem entender direito o que estava acontecendo, sem direito a velório ou velório de apenas uma hora, cidades onde as pessoas estão morrendo em casa porque não há leitos em hospitais e as famílias ficam com os corpos em casa, outros locais onde os corpos estão nas ruas, enfim, histórias desoladoras.
Estou pedindo que meus pais fiquem em casa. Estou ficando em casa. São 18 dias onde saí somente quatro vezes: três delas fomos ao mercado e na casa dos meus pais e sogros. Na última, somente no mercado. Em todas as vezes, tomando as precauções indicadas, como a distância mínima de outras pessoas, nada de abraços e beijos, não tocar o rosto, chegar em casa e trocar toda a roupa, lavando a roupa da rua, tirando o calçado perto da porta, higienizando todas as compras e celulares e cartões e etc.
Todos dizem que nada parecido foi vivido pela sociedade atual. Essa crise assemelha-se à gripe espanhola, que aconteceu por volta de 1918, há mais de 100 anos, então, há poucas pessoas que passaram por ambas crises.
É bem assustador. Tenho medo de perder alguém da minha família, alguém que eu goste.
Nem quero falar sobre o comportamento do Governo Federal frente a isso tudo.

Eu li no final do ano passado ou início desse ano sobre uma previsão espírita que dizia que muitas almas iriam desencarnar nesse ano de 2020. Lembro que falava em uma grande leva de almas que iria deixar a Terra, algo assim. Pensei em algum grande acidente, não conseguia ter ideia do que poderia acontecer, não imaginaria que um vírus traria essas consequências. Se a "profecia" foi verdadeira? Não sei, me parece que todos os anos tem a essa mesma profecia, não me dei tempo para isso ainda.

Ficar todos esses dias em casa é estranho. Eu trabalhei dois dias à distância na particular e entrei em férias (mais fácil que daí não precisam me dar férias depois e acham q eu sou dispensável mesmo). Foram boas as férias pq não precisei estar me preocupando com o trabalho. Mas hoje precisei voltar ao home office e não pude deixar de me estressar assim que abri os emails. Como eu já comentei aqui, não está fácil.

Mas ficar em casa nessas duas semanas com o Mozi foi interessante. Ele está sempre de boa. Não se culpa, não se estressa. Eu estou o tempo todo me culpando por não estar estudando, por não estar fazendo isso ou aquilo. Meu psicológico que me sabota as always.
Eu me cobro por não ter terminado o tapete do banheiro, por não ter limpado as janelas da sala e cozinha, por não ter limpado os vidros, por não ter feito ainda o PPI, por não ter colocado as aulas e faltas no sistema, por não ter lido vários livros nesse tempo (li dois) e não estar lendo nada agora, por estar dormindo demais (hoje levantei da cama quase meio dia), enfim, várias coisas.
O Mozi é muito tranquilo. Ele anota o que está faltando para comprar no mercado. Ele vai ao mercado e compra. Ele toma a iniciativa para fazer comida: levanta e faz. Me pede quando precisa de ajuda, mas pesquisa muito na internet. Gosta de passar aspirador e só reclama do cheiro de Qboa que faz mal pra ele (meu pai sempre reclamou também). De maneira geral, eu não posso reclamar. É muito mais organizado do que eu, coloca as roupas sujas e limpas no lugar certo. Aliás, quem organizou o roupeiro foi ele. Dobrou tudo, colocou em cabides, organizou prateleiras, enfim. Fez tudo lindo.
Nós cozinhamos, assistimos séries, conversamos, ouvimos música (muita música). Está sendo muito boa a convivência. Ainda bem que pudemos passar juntos essa fase. Já pensou ter que ficar todo esse tempo separado? Nós, que sempre nos vimos desde o início do relacionamento. Às vezes discordamos, rola um clima chato, mas logo se resolve. O estresse do confinamento colabora.

Tiveram dias que eu pensei que entraria em parafuso. Dias lindos de sol (hoje é o primeiro que amanheceu chovendo e continua chovendo até agora) mas aqui dentro eu sentia como se fosse o pior inverno. Hoje que fiquei até mais tarde na cama me senti como me sentia em Portugal, nos dias chuvosos e frios onde eu precisava muito estudar. Uma angústia que dói e desanima e dá menos vontade ainda de fazer qualquer coisa.
Eu sei que a maneira de eu parar de me cobrar é fazer e deixar feito de uma vez. Mas, como já disse, essa angústia destrói qualquer vontade de qualquer coisa.
A última vez que fui na psicóloga foi no início de fevereiro. Março não tive dinheiro e abril também não teremos.
Tem isso também: estamos apertadíssimos financeiramente. Tipo, no vermelho.

Eu estava muito chateada com a particular e achei melhor vir aqui escrever para poder desabafar. Já faz três horas que intercalo o que estou escrevendo aqui com o trabalho.

Acho que era isso. Tentei deixar a parte boa pro final mas acabei estragando. Mas tudo bem.
Espero que eu possa postar coisas boas em breve.