quinta-feira, 20 de abril de 2017

cansada de estar cansada

Olar.

Parece que cada vez que venho aqui postar o layout ta diferente.
Mas ok.

Então, to cansada.

O emprego apareceu, e me consome. Não consigo fazer mais nada além disso. Chego em casa e não tenho vontade pra nada. NADA. Vivo imprestável, morta. Nem começamos nada do projeto de lógica. Tenho viagem pro RJ daqui a uma semana, e ainda não fiz roteiro nem mala nem nada de nada. Só fiz as reservas do apto e hotel. Tem várias coisas da especialização pra eu fazer, texto pra ler, diário de bordo, e não consigo. Não flui. Não processo as informações. Tem várias coisas do trabalho, diário, relatório por beneficiário, relatório com fotos, e não dou conta.

To ficando doida.

Não faço nada que eu goste. Não aguento mais estudar. Não aguento mais ter que gritar para ser ouvida, xingar e responderem na tua cara, não ser respeitada.
Parece que nada mais faz sentido.
Não tem sentido essa especialização.
Não tem sentido esse emprego de educadora social.

Achei um livro na biblioteca do trabalho. Se chama "Cuidado, Escola!", editora Brasiliense. Tem vários autores, entre eles Paulo Freire. Parece ser de 1984, está em sua 15ª edição, e a primeira edição foi em 1980.
Ele fala tudo, tudo o que eu penso sobre a educação atual. Tava em cima da mesinha da biblio, parecia que estava lá para que eu o encontrasse. Capa vermelha com um desenho em amarelo, chamando a atenção.
Comecei a ler e fiquei presa. Chocada. Ele coloca em palavras e desenhos tudo o que eu penso e ainda me faz refletir sobre coisas que eu nunca me toquei mas que são super verdades.
E ele é de 1980.
Se foi publicado, por PAULO FREIRE, há 37 anos e até agora nada mudou, quem sou eu pra achar que eu conseguiria mudar alguma coisa no sistema educacional???
Sério. Impossível me motivar. Conversando com as meninas do trabalho, concordam com tudo isso. Mas eu não consigo me motivar a trabalhar dessa forma, sabendo que meu esforço tá resultando em nada com coisa nenhuma.

Enfim. Tá foda.

Vou tentar organizar o planejamento e tal pra semana que vem e até eu voltar da viagem. Não quero pensar no trabalho no feriado de sexta e nem no findi. Quero focar na viagem. <3

inté.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Várias coisas

Caramboles.

Três meses e meio sem passar aqui.
Namorando lindamente.
Dezembro foi a correria de fim de curso.
Janeiro eu fiz NADA. Sabe o que é nada? NADAAA. Completamente nada. Acabou o mês e eu tipo o que eu fiz nesse mês? Nada.
Fevereiro eu me enrolei e fiz eu acreditar que eu tinha procurado emprego. Mas fiquei esperando ele cair do céu e na real ele não caiu.
Março eu to tendo aula. Daqui dois dias é a minha formatura. Sem festa. Vamos pra pizzaria depois. Tem 32 pessoas confirmadas, 31 que eu acho que vão. Veremos quantas vão dar pra trás na hora.

Passei aqui na real pra deixar registrado um texto que to tendo que escrever pra disciplina de Pesquisa em Educação. Acabei me empolgando no texto de apresentação e, por isso, quis colocar aqui. Vou ter que arrumar ele pra postar pra profa pq tá grande demais.

Segue aí.

Narrativa de apresentação

Meu nome é lalala, tenho xx anos, recém (ou quase, já que a formatura é daqui alguns dias) graduada pelo lalala no curso de Licenciatura em Matemática. Pretendo, em alguns parágrafos, comentar sobre os acontecimentos e motivos que implicaram para que hoje eu seja aluna da Especialização em Ensino da Matemática para a Educação Básica.
Inicialmente, é importante perceber que não lembro exatamente quando decidi seguir a carreira docente. Na verdade, não acho que eu já tenha decidido; a possibilidade de seguir caminhos para outras áreas ainda existe. No final do ensino fundamental, escolhi estudar em turno integral no ensino médio, com o objetivo de ter uma profissão – no sentido de formação – o mais breve possível. Os caminhos possíveis eram o Curso Normal/Magistério ou algum curso técnico no lala. Como o ingresso no Curso Normal era mais fácil do que no lala, pois não havia processo seletivo, inscrições, aguardar para saber se conseguiu vaga ou não e não exigia pagamento de taxa de inscrição, acabei por escolher a matrícula no Curso Normal e, assim, seguir a carreira docente. No ensino fundamental, ajudava os colegas com alguns conteúdos nos quais eles apresentavam dificuldades. As boas notas e esses momentos de ajuda resultavam em comentários dos colegas afirmando que eu poderia ser professora, ou questionando se eu optaria por esta profissão. Acho que estas sugestões acabaram colaborando para que eu quisesse ser normalista.
Quando criança, pensei em ser médica, professora de biologia, bióloga, entre outras profissões. Durante o ensino médio (Curso Normal), participei da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas e obtive duas menções honrosas, em 2010 e 2011. Como a disciplina de Matemática tratava apenas de assuntos das séries iniciais e nas provas da Olimpíada os conteúdos eram de ensino médio, meu bom desempenho me fez pensar que eu sabia bastante matemática (doce ilusão). Juntando esse pensamento com o fato de que havia o curso de Licenciatura em Matemática no lala, gratuito, relativamente próximo de casa, não foi difícil optar por este curso. Utilizei a nota do ENEM e entrei pelo SISU. 
Já no primeiro semestre, senti algumas dificuldades, pois faltavam alguns conteúdos básicos de matemática. Sabendo dessas lacunas, estudei e busquei ajuda dos professores e colegas para aprender e aprovar nas disciplinas. No terceiro semestre surgiu a oportunidade para a graduação-sanduíche, em Portugal. Candidatei-me a uma vaga e fui. Lá, conheci realmente o que eram dificuldades em matemática. Mesmo assim, com estudo e buscando ajuda com professores extra-classe, atingi meus objetivos e a tão sonhada dupla diplomação.
Voltando para o Brasil, sabia que precisaria de mais um ano e meio no lala para concluir a graduação. Esse “ano e meio” também era o tempo que eu tinha para decidir o que fazer depois da graduação. Mestrado? Onde? Em qual área? Outra graduação em outra área? Sair da cidade? Sair do estado? Sair do país? As perguntas a responder eram muitas. Não consegui responder todas e, por fim, optei por continuar no lala e fazer a Especialização, para depois seguir para um mestrado no qual, provavelmente, eu precise sair da cidade e possivelmente do estado. Os programas de mestrado que tenho em vista também são relacionados à Educação Matemática.
Na Especialização, pretendo estudar como a lógica influencia no processo de ensino-aprendizagem de Matemática, e, se existe alguma relação, qual a lógica e qual a matemática que colaboram entre si. Pretende-se desenvolver um projeto juntamente com um aluno da Licenciatura e um aluno do Ensino Médio Técnico. Mesmo com este projeto conjunto, o tema do projeto da Especialização pode mudar, dependendo do andamento do projeto e do curso.

Eras isso. Inté.

PS: Vou pro RJ em abril!!! lol

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Aaaaaaah.
O Evi (vulgo msm) pediu se eu queria namorar ele, na última sexta (25 de novembro). Estávamos no Alce, tomando sangria, falando sobre isso porque era tempo que a gente tava se enrolando - tá, não era tanto tempo assim, mas enfim, enrolar pra quê? - e é claro que eu falei que sim. ♥

Ainda não divulgamos - pq assumir, já nos assumimos faz tempão - porque queremos falar com meus pais antes e a logística ainda não colaborou. Mas tudo bem, estamos bem assim. 

To namorando sim ^-^ .

só um desabafo

Oi.

Só queria dizer que é super fácil ser contra o aborto quando nunca na sua vida você desconfiou que pudesse estar grávida(o). É beeeeem fácil mesmo.
Eu também era contra.

Até que, em belos dias que não tinha feito nada errado anteriormente (porque sempre usei/usamos camisinha e sexo é algo natural e na MINHA crença não é pecado algum) você sente que tem algo estranho e a possibilidade de ter uma criança no seu ventre é real (camisinhas estouram e outros acidentes acontecem), mesmo você não tendo a mínima condição de criar, condição financeira, familiar, psicológica.

Você já sentiu que algo que você não queria pudesse estar acontecendo e mudando TODA a sua vida?
Eu já.
E sei que a vida dos "pais" (homens) não necessariamente muda. Por que a mulher é obrigada a ter a criança?

Tartarugas estão em extinção, por isso seus ovos são tão bem cuidados. Humanos há até demais no mundo. Desculpe a frieza. Mas, às vezes, tenho pena da criança que eu posso colocar nesse mundo. Isso tá um caos.

Sou a favor da legalização do aborto, sim. Não como método contraceptivo. Mas quando há a real intenção de não ter o bebê. Quando há acompanhamento psicológico e mesmo assim a mulher opta por não ter a criança. Para que as mortes por abortos clandestinos parem de acontecer, porque todos sabem que hoje só morre abortando quem é pobre; rico paga clínica e sai feliz sem feto algum.

Homem aborta todo dia. Rico aborta todo dia. Mulher pobre não pode, é assassina.

Também é super fácil quando se é homem. Super. Cara, tu não tem um útero, por favor, cala a boca. Se quiserem colocar uma lei pros homi tirar as bolas, quem sou eu pra ser a favor ou contra? Foda-se os homi. Decidam eles. Agora, não venham se meter nos nossos úteros, não.

E se você é contra o aborto: NÃO ABORTE. E seja feliz. Pare de se meter na vida das pessoas.

Beijos.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

elogios lindos

Queria registrar umas coisas aqui.
Primeiro que o mês tem sido lindo no setor amoroso. Provavelmente, a gente assuma algo sério em breve (acho que dentro de alguns dias).

Segundo, recebi vários elogios hoje. Cedo, 7h30, quando passei na sala da Prof. titular do estágio, ela disse que adora as minhas aulas. Que eu sou objetiva, não fico dando voltas, consigo explicar o que quero em poucas palavras, sem enrolação. E que ela está se espelhando em mim. Gente, tem noção de um elogio desses? Claro que ela não é uma grande pesquisadora da educação, mas é profe há anos. E adora minhas aulas e minha metodologia e jeito de explicar. Isso é tão legal.

Depois, comentei isso com a Fer. E ela disse ser minha fã. Disse que sou uma grande professora. Eu falei que não acho isso, e ela falou que é também por isso que sou ótima, porque tento sempre melhorar e me vejo criticamente. E que eu acho que sei muito menos do que realmente sei. E que eu deveria confiar mais em mim mesma. (Ela falou isso na quinta, depois da minha apresentação no Semex, também.)
Me elogiou de várias formas. Falou que sou uma pessoa de caráter. Que a professora C. disse que me admira pelo meu caráter e minha personalidade. Cara, um elogio desses, vindo da Cris, é tão maravilhoso. To me sentindo tão bem.

A Fer falou que me diz isso não para que eu seja arrogante e me ache. Mas que preciso confiar mais em mim e no que sei e no meu trabalho. Que preciso crer que sou capaz do que eu quiser.

A Cris comentou em uma foto minha do face da apresentação do Semex: "Brilhante apresentação de uma brilhante professora pesquisadora!" Pense numa pessoa besta com o elogio. Eu. ♥

Enfim. To satisfeita comigo. Me sentindo ótima comigo. :)

terça-feira, 1 de novembro de 2016

post melosinho hahaha

Acho legal eu registrar aqui.
Fui ao cinema com o crush ontem. Assistimos Inferno, baseado no livro do Dan Brown.
A gente ficou conversando antes do filme começar, tipo uma hora, depois fomos ver o filme. Ele, muito carinhosinho, nos damos as mãos, ele me abraçou. Mãos suadas, dos dois. Respiração profunda, dos dois. Timidez e nervosismo desde que nos encontramos, os dois.
Foi bem gostosinho. Ele é muito muito tímido. Digamos assim que a timidez dele bloqueia, a minha timidez me faz falar mais e me deixa meio doida (ainda mais do que eu já sou).
É legal ser correspondida. hahaha
Ele pediu muitas desculpas, depois que cada um estava na sua casa, pelo nervosismo. Pediu desculpas também se tivesse forçado algo. Sério, ele tava tão sem jeito que uma hora, no carro, eu beijei ele enquanto ele estava se justificando por ter posto a pipoca no banco de trás. Fazia muitas perguntas, talvez por não saber bem como agir.
Toda essa timidez só me deixou ainda mais abobada por ele. Sério.
Talvez, se ele soubesse que estava interessada nele há tempo, não teria tanto receio.
Ele falou umas coisas muito fofinhas:

"Sério, gostei de te escutar. Gostei da tua voz. Tu desata a falar e eu fico mudo. Com dificuldades pra formar frases longas."

"Eu: Você não forçou nada, sério                        
 Se eu forcei algo, desculpa                        
Crush: Bem capaz.                        
 Hahaha                        
 Inclusive, gostaria de ter te beijado mais 👀 (momento confissão)
 E queria dizer que sinto teu cheiro em mim."

"Eu não paro de pensar em como tu é carinhosa. Teu toque nas minhas mãos e no meu braço.
 Parece bobo. Mas foi de uma delicadeza tão grande."

Acho que eu posso me iludir um pouquinho, né?! hahaha
E, sério, eu ando muito sem fome.
Dizem que falta de apetite é um sintoma de estar apaixonado. Vish.
Mas sério, domingo não tomei café da manhã, comi pouco no almoço, quase nada durante o dia e não jantei. Não desce.
Hoje (segunda), comi uma banana de manhã e uma xícara de chá, ao meio dia um pouquinho de polenta e molho e suco. À tarde, nem as bolinhas de chocolate do chefe me davam vontade.
To começando a ficar preocupada.
Mas vai passar.
Andei muito estressada na semana passada, isso colaborou também.

Então, era só isso por hoje. Que a semana seja linda. ♥

sábado, 29 de outubro de 2016

não vou negar

queria dizer que:

- qualquer coisa é motivo pra uma coisa levar a outra -
não é possível ser esperto e inteligente e, ao mesmo tempo, amar
(não vou negar)
enfim
as paixões, meu amor,
são tontas, são tantas
chegou a conta
esteja pronta
aquele ponto em que tudo muda
não quero ser o último a chorar.

https://www.youtube.com/watch?v=TE_m5Je1KoE