sábado, 6 de agosto de 2016

então tá bem :)

Olá,

Então, pensei em escrever aqui pra registrar que passei uma semana sem usar sutiã nem passar desodorante (nem sair de casa). Meus peit(inh)os estão felicíssimos, e não me senti fedendo nenhum dia. Tudo bem que não fiz nenhum serviço muito suativo, mas passando apenas hidratante fui muito feliz de segunda a sábado.

Como sempre, eu deveria ter estudado e feito coisas acadêmicas e não fiz. Era a minha semana de férias (de verdade). As crianças me consumiram e eu queria ver séries - e fazer valer a minha assinatura da Netflix.

Ah, também é importante deixar claro que estou satisfeita com o meu corpo. Me sinto ótima com ele.

Reli o post anterior a esse (sobre elogios aleatórios) e meu olho escapou ao post anterior a este post anterior - enfim - e eu vi que é sobre planos. Não li ele, resolvi escrever agora o que anda pipocando na minha cabeça sobre o ano que vem e depois posso reler para comparar.

Tipo, conversei com a profa C. sobre meu artigo e sobre o que fazer no ano que vem. Na verdade, era sobre o artigo, mas quando estávamos nos despedindo ela perguntou como eu estava, e falei que andava aliviada pelo último semestre estar chegando porém também encucada sobre o que faria no ano que vem, já que a perspectiva de bolsas de mestrado era bem pequena. E ela disse, de pronto: "Virás para a nossa especialização em ensino da matemática, que dúvida!" E eu pensei comigo: COMO NÃO PENSEI/LEMBREI DISSO ANTES??? Então disse pra ela que não sabia se ia abrir mesmo, e ela falou que vai abrir com certeza, que ela e a profa F. estavam mexendo no edital naquela tarde.
Então, acendeu uma luzinha na minha cabeça. Não preciso ir pra pedagogia - que eu tinha como alternativa para não sair do IF e morrer de fome em outra cidade - nem ficar sem fazer nada - que é a minha última das últimas opções. Vou tentar essa especialização. Claro, não sei nem como é o processo seletivo, mas já é mais uma opção.
E seria bem legal continuar pelo IF, podendo participar ainda de projetos de pesquisa e iniciação científica e, além disso, quem sabe, atuar um pouco em sala de aula e adquirir um pouco de experiência, que tanto me faz falta.

Aquela conversa com a C. foi breve mas me fez super bem, clareando que eu fiz bem meu artigo (a nota colaborou com essa conclusão, 9,4), mesmo com os quase "plágios" que preciso arrumar, e que escrevi bem, fui clara, etc., e ainda sobre esse pensamento que é difícil de expulsar: o que vou fazer no ano que vem?

Resumindo, tenho várias opções. To feliz com isso.

Agora vou fazer o que precisa ser feito antes do fim do ano. Encontro SMED, Encontro Álgebra e Estudo de Análise Matemática, tô indo.
:*

terça-feira, 5 de julho de 2016

pra melhorar a autoestima

Então. Parece que alguém está tentando levantar a minha autoestima. E não sou eu.
Elogios inesperados jorraram hoje.

Estávamos só eu e o professor R na sala, porque os colegas já tinham todos saído e eu estava finalizando um exercício. Daí conversamos um pouco sobre os exercícios e após um silêncio breve, ele, bem sério, perguntou como eu estava. Fiquei pensando em qual sentido ele queria dizer, até perguntei: eu? E ele disse: sim, como tu ta? Então falei que estava  bem. E ele:
- bah mas tu parece exausta, enjoada de tudo isso...
-ah, eu to super cansada sim.... e álgebra não é aquela coisa que eu diga "noooossa álgebra que delícia vou estudar"...
Daí ficamos sendo irônicos com a álgebra.  Então ele falou:
-ah, é que tu não quer mais ser professora, né?
-olha professor, bem sincera, não sei... eu era muito decidida com a minha vida antes de Portugal, mas depois que voltei não sei mais de nada. Lá, eu tinha decidido que se não atingisse os ects, ia mudar de área, mas atingi, então decidi terminar. Daí, fiz meu estágio, que foi péssimo...
- sim... normal...
- e pensei em desistir da área. Mas a Fernanda, maravilhosa, sabe como ela é, me fez persistir, então não sei.
Agora começou a parte dos elogios desenfreados. Eu já sentia minhas bochechas super vermelhas. Umas frases foram assim:
- acho que tu seria uma ótima professora,  não deveria desistir. Dá pra perceber que tu tem uma desenvoltura... uma facilidade em dar aula.
- mas é que eu fiz magistério. 
- mas não é isso, tu tem uma habilidade que tu tem que aproveitar. Tu tem algo (não encontrou a palavra) ..., vai ser uma boa professora. Tua desenvoltura não é algo que a gente vê em quem ta começando. olha, pelos poucos encontros que eu vim e era tu, eu vi que tu te expressa bem...
-mas é por causa do magistério, professor. 
- não, não é só isso. E na matemática tu também é muito capaz (usou outro termo). Eu acho que se tu não for professora vai ser um grande desperdício.

Foi mais ou menos isso. Talvez não estas palavras, mas isso que eu entendi.

Eu ficar duvidando da sinceridade desses comentários é, inicialmente, duvidar de mim. Mas também não posso sair por aí acreditando em tudo o que alguém fala.

Enfim, anotei para que eu lembre sempre que tenho capacidade sim, não sou perfeita mas me viro muito bem no que me proponho.

;)

segunda-feira, 4 de julho de 2016

reclames sem plim plim

Só vim reclamar aqui porque não tenho coragem de falar na cara.
E se não tenho coragem de falar na cara da pessoa envolvida, não posso falar pra nenhum outro alguém.

Eu só queria que ela desligasse a música. Já falei que to com dor de cabeça, elas sabem que não gosto de estudar com música, etc. Mas a música continua ali tocando.
Não consigo me concentrar.

Podiam desligar a música, por favor? Obrigada.

Era isso.

domingo, 3 de julho de 2016

doidices futurísticas profissionalmente

Esse blog é legal pra eu reler as coisas depois e ver como eu pensava nos meses anteriores e como to pensando agora.

Umas semaninhas atrás eu pensei que talvez seria melhor se eu tivesse feito menos cadeiras nesse semestre, e talvez teria me dedicado mais a elas e aprendido mais coisas.

Nunca sei se quero mestrado ou não.

Hoje, lendo umas coisas sobre educação, me veio uma ideia de ir pra pedagogia, se eu não conseguir o mestrado no ano que vem. Bah, acho que seria bem legal. Poderia tentar dar aula pra educação infantil ou séries iniciais. Eu preciso adquirir mais experiência, não apenas ficar lendo sobre as coisas, mas também experimentar, relacionar de verdade a teoria e a prática.

E, poxa, a pedagogia é de graça. Não custaria tanto assim. Vou até espiar a grade.
Primeiro semestre já aproveito duas cadeiras. Segundo também.

Enfim, é algo a se pensar.
Só queria registrar aqui.

:*

direitos tornam-se privilégios quando nem todos os têm

Deveria ter escrito minhas considerações de aniversário, mas acabei nem escrevendo.

Deveria estar focando no meu artigo de modalidades (depois tem o do ensino médio), mas quis escrever um pouquinho aqui.

Queria escrever sobre privilégios.

Pra começar, vou pedir pra você olhar pra sua vida atual e enumerar quais são os privilégios que você tem. Pensou? Depois de pensar um pouco, lembre do seu passado, sua trajetória de vida. Quais os privilégios que você teve na sua vida?

Algum deve ter.

Olha só, se você for branco, já é privilegiado por nunca ter sofrido preconceito como um negro sofre. Se você estudou em escola pública, pelo menos pode estudar, sem precisar parar para trabalhar e ajudar os pais a sustentar a casa. Se você tem casa, já é privilegiado por não morar na rua.

Pense quais são os privilégios que ser filho de seus pais lhe proporcionou/proporciona. São privilégios:
- Seus pais terem te criado.
- Alguém ter te criado, seja avós, tios ou irmãos.
- Você ter uma família!
- Seus criadores gostarem de ler, aprender. Isso influencia você a ser inteligente.
- Seus criadores te apoiarem no que você faz. Mesmo que uma ou outra vez eles não apoiem totalmente, permitir que você faça o que quiser da vida já é um privilégio e tanto.
- Seus criadores terem condições financeiras para te sustentar. Para te deixar estudar.
- Seus criadores terem condições de pagar uma escola particular pra você. Sério, isso é um privilégio gigante!

Não quero dizer que não possamos reclamar. Podemos, sim. Mas a gente pode fazer uma reflexãozinha de vez em quando e pensar no quanto somos privilegiados. Agradecer.

Acabei pensando em escrever sobre isso porque ouvi uma indignação de um amigo essa semana, que não pode entrar num curso técnico - público - de nível médio porque sua inscrição acabou entrando no sistema de cotas e ele não conseguiria provar que sua renda per capita é menor que um salário mínimo e meio, PORQUE NÃO É. Hoje, já que não pode entrar nesse curso que, depois, acabou confessando que nem queria tanto assim, está estudando em uma escola particular. Ele me falou que odeia as cotas, acha uma injustiça porque há negros muito bem de vida que entram pelas cotas, quando poderiam estar pagando uma escola, ou que as pessoas que entraram com a vaga dele tinham notas piores que as dele.
Eu me obriguei a falar que tudo bem ele perder aquela vaga, pois hoje ele está estudando em uma boa escola, e quem ficou com a vaga dele hoje estaria provavelmente estudando em uma escola regular pública e provavelmente péssima, com pouca ou nenhuma perspectiva.
Tive que falar sobre os privilégios os quais a gente não se dá conta que tem.

E não podemos, de maneira alguma, querer impedir que outras pessoas tenham os privilégios - que muitos creem que sejam apenas direitos, porém se tornam privilégios quando nem todos os têm - que nós já temos.

Eu poderia citar aqui o casamento entre pessoas do mesmo sexo, mulheres não se depilarem, umbandistas poderem nos desejar algo com Exú, etc. Por que apenas homens e mulheres são casais "normais"? Por que homens peludos = tudo bem e mulheres com pelos = nojo? Por que podemos desejar que alguém "fique com Deus", mas umbandistas não podem nem falar de seus deuses que as pessoas já acham que é algo mal?

Enfim. Se eu posso crer no meu Deus, o coleguinha pode crer no Deus que ele quiser. Se eu posso cultuar minhas crenças, ele também pode, desde que NENHUM DE NÓS faça mal a outrem.

As cotas, sejam raciais ou econômicas, vão muuuito além de "privilégios", são uma dívida nossa (povo com alguma condição). Quem dera fosse uma dívida apenas histórica. As cotas só deixarão de ser uma necessidade quando TODOS - negros, brancos, ricos e pobres - tiverem acesso a uma mesma educação, de qualidade, e possam se dedicar de igual maneira a ela. Então, não precisaremos mais delas porque seremos iguais no sentido literal da palavra e não apenas na teoria. E os privilégios, por atingirem a todos, voltarão a ser apenas direitos.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

excesso de bad, falta de autoestima

Vamos lá.

Eu deveria estar escrevendo era o meu referencial teórico, mas só procrastinei hoje.
Acabei de lembrar do pedido de aproveitamento das horas complementares, que eu deveria ter feito também.
Pelo menos me comprometi agora a ir observar o ensino médio amanhã. To procrastinando isso faz tempo.

Mas ok.

Estive num evento de acadêmicos nos últimos dias. Tinha um spotted no facebook. Pensei em muitos posts que faria para alguns meninos, mas só de pensar que a pessoa do spotted saberia que eu que estava falando aquilo sobre o menino e que pudesse falar pra ele quem eu sou, toda e qualquer vontade de deixar um recadinho desaparecia.
Eu não tenho a mínima coragem de expor meus sentimentos.
Não acho que alguém vá gostar de mim. Essa é a real.
Tenho medo de ser rejeitada, ridicularizada.
Não entendo por que ninguém presta atenção em mim. Devo ser muito sem graça. Sem beleza. Devo ser estranha. Sei lá.

Ninguém demonstra interesse em mim. Me sinto invisível.
Tentei conversar com algumas pessoas, mas elas não pareciam querer conversar comigo. Eu sempre pensei que eu tivesse facilidade pra fazer amizades e conversar com as pessoas, mas já não é assim.
Me sinto feia, sem graça. E isso me dá ainda menos vontade de me arrumar, de me cuidar.
Sei que preciso tentar mudar isso, me cuidar e me sentir bem, mas não dá vontade.

Enfim, era isso. Tudo normal por aqui.
Inté.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

desabafo

Então, não consigo dormir. To meio perturbada psicologicamente. Me abalei com umas piadas toscas. Minha autoestima ta lá no núcleo terrestre.
To me sentindo feia.
Aquelas pessoas super feias que ninguém gosta. Quem atura, é por pena.
Isso é bem ruim.
Odeio me sentir assim.

Vejo como dependo dos outros para ficar bem e o quanto isso é péssimo. 

Queria me bastar.

Desabafar é legal. Espero que amanhã eu acorde melhor. Mais positiva. 

Era isso.