Pooor favor, pensem muito e muito e muito bem antes de saírem do seu país de origem para estudar. Estarão longe de pai, de mãe, de irmão, de professor legal, de amigos, de tudo. Vocês vão sentir saudade até da parede do quarto de vocês. O primeiro mês é mil maravilhas, depois vai caindo, e caindo e no fim do segundo mês já tá uma M. Eu tô falando sério.
Além do estudo ser mais difícil, aqui você provavelmente será também um 'dono de casa'. Se não fizer comida, não terá comida. Se não limpar a casa, ela ficará suja. Tem contas a pagar e tudo mais... não é moleza não. Isso que sempre fiz tudo isso morando com meus pais! Mas sozinho a coisa é punk.
É só uma dica. Mas recomendo que reflitam MUITO antes de decidir. Não que eu me arrependa, mas acho que precisam preparar-se psicologicamente muito bem antes de sair. E adotar o costume de estudar.
Boa sorte e muito sucesso!!!
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
sábado, 9 de novembro de 2013
é faz acontecer!
"Já longe de tanta fumaça
Menina que manda seus beijos com graça
Me faça rir, me faça feliz
Sentada na areia, brincando com a sorte não chove não molha
Não olhe agora, estou olhando pra você
Menina que manda seus beijos com graça
Me faça rir, me faça feliz
Sentada na areia, brincando com a sorte não chove não molha
Não olhe agora, estou olhando pra você
Me faça um gesto, me faça perto
Me dê a lua que eu te faço adormecer
Me dê a lua que eu te faço adormecer
Anoitecerá
Na estrada o farol de quem se foi
Já não ilumina quando te beijar
Parece que a vida inteira esperei para te mostrar
Que na rua dia desses me perdi
Esqueci completamente de vencer
Mas o vento lá da areia trouxe infinita paz...
Na estrada o farol de quem se foi
Já não ilumina quando te beijar
Parece que a vida inteira esperei para te mostrar
Que na rua dia desses me perdi
Esqueci completamente de vencer
Mas o vento lá da areia trouxe infinita paz...
No nosso livro a nossa história é faz de conta ou é faz acontecer?"
Tem como não amar essa música? Não me canso de ouvir.
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
olhar para dentro de si
Nosso pior inimigo somos nós mesmos.
Essa é uma das maiores verdades do universo. Pensa então quando tu é várias pessoas ao mesmo tempo. É tenso.
Acho que o momento agora é ótimo e perfeito para eu me conhecer.Estou conhecendo como reajo à saudade e à solidão. Já experimentei os efeitos do álcool no meu organismo, em diferentes quantidades e concentrações... Percebi que muitas vezes falo além do que deveria... Percebi que meu corpo e minha mente precisam de exercícios físicos mais do que eu imaginava. Estou percebendo que, quando uma parte de mim não quer estudar, nenhuma parte estuda. Isso é péssimo!
Preciso usar todos esses conhecimentos próprios e aprender a lidar comigo mesma. Preciso fazer com o que a minha personalidade 'correta' (aquela que diz que eu preciso estudar) sempre vença. Preciso de auto-disciplina. Preciso também pensar mais, falar menos e cumprir mais.
Esta experiência está sendo bastante reflexiva. Eu acho que ela é reflexiva acima de qualquer coisa. Reflexiva sobre o meu eu e sobre todas as coisas. Me pego cantando uma música e interpretando a sua letra; me perguntando se é isso mesmo que o compositor quis dizer. Percebo diariamente o quanto me deixo levar pelos meus pré-conceitos, e o quanto quebro a cara por causa deles. Estou mudando minha visão sobre as coisas.
![]() |
| Sou 'uma metamorfose ambulante' (clichê), mas sempre para melhor (do meu ponto de vista, óbvio). |
Se antes eu já mudava de opinião sem muita cautela, imagina agora... Maaaas, porém, todavia, contudo, mudar de opinião não significa não ter opinião ou não ter personalidade. Eu tenho sim opinião e personalidade, simplesmente reflito demais sobre as coisas e acabo mudando minha visão sobre elas.
Tô uma manteiga derretida, né. Qualquer coisa que leio/vejo/ouço tô chorando. É a fase mensal, daqui a pouco passa. Eu espero.
E quando vejo está na hora de dormir e eu passei mais um dia sem estudar. Que péssimo, Thaís!
*** Sem estudar, não! Eu estudei duas horas de manhã, além das três horas de aula à tarde. Mas poderia ter estudado mais...
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Atenção!
Agora sim, algumas coisas bem verdadeiras que realmente representam a minha opinião e eu (acho que) sempre vou concordar com isso:
No facebook:
*Frases cheias de hashtags. #Partiu #pra #aula #de #seiláoque. Aproveita e vai pra pqp!
*Eu não quero saber aonde você está indo. Se quer contar, tudo bem, conte. Mas não precisa avisar que está saindo, avisar que está indo, avisar que chegou, postar uma foto, outra foto e outra foto. Escolhe UMA das opções, é mais do que suficiente.
*Se a festa realmente estivesse boa, você não estaria postando fotos no facebook enquanto estivesse lá. Isso vale para festa/aula/reunião/qualquer coisa do tipo.
*Não é necessário trocar sua foto do perfil todos os dias.
*Não é necessário postar uma foto mais do que uma vez. Tudo bem, erros acontecem às vezes, mas muitos casos são propositais. E irritantes.
*Colocar uma frase filosófica com uma foto que você tirou na frente do espelho não é legal, sério.
*Postar uma foto sua todos os dias demonstra que você está (MUITO) carente.
*Pedir para os amigos curtirem uma foto sua? Sério, tenho pena de ti.
*Eu sei que dá vontade de postar indiretas. Pra mim também. Mas sabe de um segredo??? Postando ou não, a vida não vai mudar. Se mudar, não vai ser pra melhor. Então, não poste. ;)
Agora eu queria dizer que eu amo música. Já disse isso, mas sempre é bom reforçar. Se você (leitor deste humilde blog sem nexo nenhum) não conhece música gaúcha, eu realmente recomendo que busque Luiz Marenco, Fábio Soares, Pirisca Grecco, Tatiéli Bueno e Jairo Lambari Fernandes. Música com melodia boa, letra MUITO boa e vozes maravilhosas.
Sim, eu gosto de outros gêneros de música também. Inclusive, de tudo quase. Adoro o Pijama Show! Pensa num programa tri!
Acho que hoje eras isso. (:
No facebook:
*Frases cheias de hashtags. #Partiu #pra #aula #de #seiláoque. Aproveita e vai pra pqp!
*Eu não quero saber aonde você está indo. Se quer contar, tudo bem, conte. Mas não precisa avisar que está saindo, avisar que está indo, avisar que chegou, postar uma foto, outra foto e outra foto. Escolhe UMA das opções, é mais do que suficiente.
*Se a festa realmente estivesse boa, você não estaria postando fotos no facebook enquanto estivesse lá. Isso vale para festa/aula/reunião/qualquer coisa do tipo.
*Não é necessário trocar sua foto do perfil todos os dias.
*Não é necessário postar uma foto mais do que uma vez. Tudo bem, erros acontecem às vezes, mas muitos casos são propositais. E irritantes.
*Colocar uma frase filosófica com uma foto que você tirou na frente do espelho não é legal, sério.
*Postar uma foto sua todos os dias demonstra que você está (MUITO) carente.
*Pedir para os amigos curtirem uma foto sua? Sério, tenho pena de ti.
*Eu sei que dá vontade de postar indiretas. Pra mim também. Mas sabe de um segredo??? Postando ou não, a vida não vai mudar. Se mudar, não vai ser pra melhor. Então, não poste. ;)
Agora eu queria dizer que eu amo música. Já disse isso, mas sempre é bom reforçar. Se você (leitor deste humilde blog sem nexo nenhum) não conhece música gaúcha, eu realmente recomendo que busque Luiz Marenco, Fábio Soares, Pirisca Grecco, Tatiéli Bueno e Jairo Lambari Fernandes. Música com melodia boa, letra MUITO boa e vozes maravilhosas.
Sim, eu gosto de outros gêneros de música também. Inclusive, de tudo quase. Adoro o Pijama Show! Pensa num programa tri!
Acho que hoje eras isso. (:
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
não falei?
Eu disse em algum post anterior que iria sair gargalhando da próxima prova. E saí \o/. Não foi uma risada de felicidade como eu queria que fosse, mas foi uma gargalhada. Mesmo que de 'foda-se'. Não faço milagres; perdão, sociedade.
Tem coisas que eu simplesmente não aprendo. Sabe bloqueio mental? Pois é. Eu bloqueio totalmente e não consigo aprender. E não adianta, não consigo. Física? Trigonometria? Logaritmos? Euler? Entre tantas outras regrinhas matemáticas que eu nunca sei. Já estudei muitas vezes, anotei, fiz resumos, olhei videoaulas, pessoas tentaram me explicar. Parabéns pelo esforço, gente, mas não resultou em nada. Continuo sem saber. Por que ainda tô nesse curso superior? Também não sei. Mas isso pode ser assunto para outro post.
Veremos os resultados. Espero que não sejam tão ruins... sei que eu fiz o que eu podia. Estudei de verdade e pra caramba!
...
Bom, nem me lembro mais o assunto que era pra ter esse post.
Acho que era sobre a minha polipolaridade. Estava relendo os posts anteriores, e já não concordo totalmente com eles. Sei lá. Devo ter várias pessoas dentro de mim, e elas vão se revezando.
Quero deixar bem claro para quem vier a ler este blog que minha única e exclusiva intenção é de colocar meus sentimentos pra fora. Tudo o que está escrito aqui são reflexões e sentimentos passageiros, que em nenhum momento representam minha real opinião. Então, se você entender alguma indireta (meio direta demais), não dê bola. Ou dê. Você já ficou brabo comigo no mínimo uma vez, e por um acaso, a vez que fiquei braba com você está registrada aqui. Se você me conhece e não se identificou com nada do que está aqui, você tem sorte, pois me incomodei tão pouco com você que acabei nem extravasando (ou você tem muito azar).
Período menstrual é assim mesmo, né. Crise existencial na TPM, depois sessão ninguém me ama ninguém gosta de mim ninguém quer saber de mim sou importante pra ninguém, daí conversa com alguém legal, dali a pouco tá numa explosão de alegria, depois fica preocupada com algo, daí começa o pânico, nervosismo do tamanho do mundo, medo, daí explode de alegria de novo (ou será alívio?!), quando vê tudo se acaba em um pote de nutella ou uma barra de chocolate ou um pudim ou qualquer coisa (depende do que você gosta e do que você tem em casa).
Tem coisas que eu simplesmente não aprendo. Sabe bloqueio mental? Pois é. Eu bloqueio totalmente e não consigo aprender. E não adianta, não consigo. Física? Trigonometria? Logaritmos? Euler? Entre tantas outras regrinhas matemáticas que eu nunca sei. Já estudei muitas vezes, anotei, fiz resumos, olhei videoaulas, pessoas tentaram me explicar. Parabéns pelo esforço, gente, mas não resultou em nada. Continuo sem saber. Por que ainda tô nesse curso superior? Também não sei. Mas isso pode ser assunto para outro post.
Veremos os resultados. Espero que não sejam tão ruins... sei que eu fiz o que eu podia. Estudei de verdade e pra caramba!
...
Bom, nem me lembro mais o assunto que era pra ter esse post.
Acho que era sobre a minha polipolaridade. Estava relendo os posts anteriores, e já não concordo totalmente com eles. Sei lá. Devo ter várias pessoas dentro de mim, e elas vão se revezando.
Quero deixar bem claro para quem vier a ler este blog que minha única e exclusiva intenção é de colocar meus sentimentos pra fora. Tudo o que está escrito aqui são reflexões e sentimentos passageiros, que em nenhum momento representam minha real opinião. Então, se você entender alguma indireta (meio direta demais), não dê bola. Ou dê. Você já ficou brabo comigo no mínimo uma vez, e por um acaso, a vez que fiquei braba com você está registrada aqui. Se você me conhece e não se identificou com nada do que está aqui, você tem sorte, pois me incomodei tão pouco com você que acabei nem extravasando (ou você tem muito azar).
Período menstrual é assim mesmo, né. Crise existencial na TPM, depois sessão ninguém me ama ninguém gosta de mim ninguém quer saber de mim sou importante pra ninguém, daí conversa com alguém legal, dali a pouco tá numa explosão de alegria, depois fica preocupada com algo, daí começa o pânico, nervosismo do tamanho do mundo, medo, daí explode de alegria de novo (ou será alívio?!), quando vê tudo se acaba em um pote de nutella ou uma barra de chocolate ou um pudim ou qualquer coisa (depende do que você gosta e do que você tem em casa).
E ainda não inventaram cura melhor pra todos esses sintomas femininos do que o doce e as amigas. Que bom, né! Saudades da minhas amigaaaas! <3
domingo, 3 de novembro de 2013
vida, né?
Li em algum lugar nos últimos tempos que, segundo tradutores do mundo inteiro, saudade é a 7ª palavra no mundo mais difícil de traduzir. Só existe no português.
A mesma matéria também dizia que só os que tem o português como língua materna realmente entendem o que é saudade, e só eles sabem senti-la. Às vezes, preferiria ter nascido em outro país, com outra língua, para não saber o que é esse sentimento.
Sentir saudade é bom por um lado, pois sabemos que o que vivemos (ou seja lá do que você tem saudades) foi bom/importante/significante e ainda é para você.
Porém, não é nada legal. Eu sinto muita saudade da minha família. Saudade de ter alguém pra chamar a qualquer hora pra falar qualquer coisa, mesmo que seja sem sentido. Pra contar algum fato da vida alheia, ou da minha própria vida. Rir dos meus erros, lamentar pelos fatos desagradáveis, me mostrar uma outra interpretação sobre as minhas palavras. Eu brigava a todo momento com a minha mãe; às vezes passávamos dias sem se falar, por coisas toscas... eu sinto tanta falta dela. Estou há três dias sem falar com ela, por causa de problemas na internet deles e tal, mas tenho tanta saudade. Lembro quando eu brincava dizendo que iria estudar na Europa um dia, não importava quando, mas iria, e ela ria comigo, dizendo 'aham, vai sim...', mas sem acreditar. Lembro da felicidade dela quando falei que iria me inscrever pra vir pra cá. Das lágrimas nos olhos dela. De ela me lembrar que as brincadeiras que eu fazia agora seriam realidade. Volta e meia vejo ela chorando pelo skype. Não gosto de mostrar pra eles que não estou bem aqui, pois sei que eles ficam péssimos lá. Sempre digo que estou ótima. Estudando muito, mas feliz. Isso é o que digo pra todo mundo. Digo, apenas. Não é a realidade.
Como já escrevi aqui, sinto tanta falta de um amigo de verdade, de uma pessoa que eu possa contar como da família. Sempre me fiz de durona, que sabia viver sozinha, e que vivia muito bem consigo mesma. Mas não é bem assim. É nada assim. Mal sabia eu o quanto eu dependia das palavras dos meus pais. Eu ficava triste sim quando não falava com a minha mãe, mas ao menos eu via ela, sabia que ela tava ali. Agora, um oceano nos separa. Queria tanto dar um abraço nela! No meu pai! No meu avô! Até no meu irmão, que ainda brigo pelo skype. Até na minha irmã.
Sabe, tô bem não. Tô nada bem... e não falo isso pra ninguém. Querem chamar de carência? Chamem. Pode ser. Sei lá o que é. Mas me sinto sozinha aqui, abandonada mesmo. Triste.
Por que não falo isso pra ninguém? Porque não quero preocupar ninguém. As pessoas de lá não podem fazer nada, ou qualquer coisa que possam fazer é tanto esforço que vai acabar influenciando na sua vida lá. Não quero ninguém triste por minha causa. Ninguém pensando que eu não estou bem, que sou frágil, que estou carente. Não preciso da pena/dó de ninguém.
Tenho umas amigas no Brasil que me confortam. Mas nem sempre as encontro online... Meu ex que me ajuda bastante... eu sei, ex é ex, mas continua sendo amigo. Também acho que seria melhor ser menos amigo, mas eu sei que ele me entende tão bem como nenhuma outra pessoa e, volta e meia, quando vi já chamei ele no bate-papo. Sempre conversa de amigo, nada além disso. Ele tem a namorada dele e a vida dele, minha intenção está beeeem longe de estragar qualquer coisa. E também, se ele não fosse tão simpático falando comigo, eu não chamaria ele. Ele também vem falar comigo às vezes, então não vejo nada demais. É amizade mesmo.
Aqui, tenho ninguém. Tenho um amigo que dá pra contar, mas ele está sempre ocupado, só conversamos quando saímos à noite. E ultimamente sempre há muita gente junto, não dá pra conversar sobre meus lamentos. Minha colega de casa não é uma pessoa que demonstra sentimentos, e o já deixou claro que não gosta nada de ouvir lamentações.
Bom, amigas de infância sempre colaboram com a volta do meu bom humor. Após um papo com uma delas, me sinto bem melhor. Mesmo que seja um papo virtual...
"Amizade é dom divino da paz,
é poesia e violão cantando a mesma canção,
com duas vozes iguais.
São os diamantes da vida que brilham nos olhos da gente,
um amigo é para sempre,
um amigo é para sempre."
Rui Biriva
Paty, hoje tu melhorou muito o meu dia! <3
A mesma matéria também dizia que só os que tem o português como língua materna realmente entendem o que é saudade, e só eles sabem senti-la. Às vezes, preferiria ter nascido em outro país, com outra língua, para não saber o que é esse sentimento.
Sentir saudade é bom por um lado, pois sabemos que o que vivemos (ou seja lá do que você tem saudades) foi bom/importante/significante e ainda é para você.
Porém, não é nada legal. Eu sinto muita saudade da minha família. Saudade de ter alguém pra chamar a qualquer hora pra falar qualquer coisa, mesmo que seja sem sentido. Pra contar algum fato da vida alheia, ou da minha própria vida. Rir dos meus erros, lamentar pelos fatos desagradáveis, me mostrar uma outra interpretação sobre as minhas palavras. Eu brigava a todo momento com a minha mãe; às vezes passávamos dias sem se falar, por coisas toscas... eu sinto tanta falta dela. Estou há três dias sem falar com ela, por causa de problemas na internet deles e tal, mas tenho tanta saudade. Lembro quando eu brincava dizendo que iria estudar na Europa um dia, não importava quando, mas iria, e ela ria comigo, dizendo 'aham, vai sim...', mas sem acreditar. Lembro da felicidade dela quando falei que iria me inscrever pra vir pra cá. Das lágrimas nos olhos dela. De ela me lembrar que as brincadeiras que eu fazia agora seriam realidade. Volta e meia vejo ela chorando pelo skype. Não gosto de mostrar pra eles que não estou bem aqui, pois sei que eles ficam péssimos lá. Sempre digo que estou ótima. Estudando muito, mas feliz. Isso é o que digo pra todo mundo. Digo, apenas. Não é a realidade.
Como já escrevi aqui, sinto tanta falta de um amigo de verdade, de uma pessoa que eu possa contar como da família. Sempre me fiz de durona, que sabia viver sozinha, e que vivia muito bem consigo mesma. Mas não é bem assim. É nada assim. Mal sabia eu o quanto eu dependia das palavras dos meus pais. Eu ficava triste sim quando não falava com a minha mãe, mas ao menos eu via ela, sabia que ela tava ali. Agora, um oceano nos separa. Queria tanto dar um abraço nela! No meu pai! No meu avô! Até no meu irmão, que ainda brigo pelo skype. Até na minha irmã.
Sabe, tô bem não. Tô nada bem... e não falo isso pra ninguém. Querem chamar de carência? Chamem. Pode ser. Sei lá o que é. Mas me sinto sozinha aqui, abandonada mesmo. Triste.
Por que não falo isso pra ninguém? Porque não quero preocupar ninguém. As pessoas de lá não podem fazer nada, ou qualquer coisa que possam fazer é tanto esforço que vai acabar influenciando na sua vida lá. Não quero ninguém triste por minha causa. Ninguém pensando que eu não estou bem, que sou frágil, que estou carente. Não preciso da pena/dó de ninguém.
Tenho umas amigas no Brasil que me confortam. Mas nem sempre as encontro online... Meu ex que me ajuda bastante... eu sei, ex é ex, mas continua sendo amigo. Também acho que seria melhor ser menos amigo, mas eu sei que ele me entende tão bem como nenhuma outra pessoa e, volta e meia, quando vi já chamei ele no bate-papo. Sempre conversa de amigo, nada além disso. Ele tem a namorada dele e a vida dele, minha intenção está beeeem longe de estragar qualquer coisa. E também, se ele não fosse tão simpático falando comigo, eu não chamaria ele. Ele também vem falar comigo às vezes, então não vejo nada demais. É amizade mesmo.
Aqui, tenho ninguém. Tenho um amigo que dá pra contar, mas ele está sempre ocupado, só conversamos quando saímos à noite. E ultimamente sempre há muita gente junto, não dá pra conversar sobre meus lamentos. Minha colega de casa não é uma pessoa que demonstra sentimentos, e o já deixou claro que não gosta nada de ouvir lamentações.
Bom, amigas de infância sempre colaboram com a volta do meu bom humor. Após um papo com uma delas, me sinto bem melhor. Mesmo que seja um papo virtual...
"Amizade é dom divino da paz,
é poesia e violão cantando a mesma canção,
com duas vozes iguais.
São os diamantes da vida que brilham nos olhos da gente,
um amigo é para sempre,
um amigo é para sempre."
Rui Biriva
Paty, hoje tu melhorou muito o meu dia! <3
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
para quê título?
sem comentários sobre certas coisas, né.
Tem coisas da gente que a gente não consegue explicar, nem como é, nem da onde e nem por que a gente sente isso ou é assim. A gente só sabe que sente isso. Não sabe por que ainda sente, nem por que todas as tentativas de esquecer isso não deram certo. Não sabe de onde saiu e nem aonde vai chegar. Às vezes é bom, às vezes incomoda.
Já entendi que vou estudar sempre. Todos os dias. Várias horas por dia. Afinal não quero voltar para o Brasil justificando pra todos que voltei antes do tempo porque não estudei o suficiente, né.
Mas também mereço uma folguinha, com cineminha e compras. Como que comprar pode fazer tão bem? Passo um bom tempo feliz depois que compro o que preciso.
Acho que estou tão bem agora... nem tenho do que reclamar. Só que está frio... preciso de cobertores.
A única certeza que tenho hoje é que gastei uma grana e está frio. Punto e basta.
Tem coisas da gente que a gente não consegue explicar, nem como é, nem da onde e nem por que a gente sente isso ou é assim. A gente só sabe que sente isso. Não sabe por que ainda sente, nem por que todas as tentativas de esquecer isso não deram certo. Não sabe de onde saiu e nem aonde vai chegar. Às vezes é bom, às vezes incomoda.
Já entendi que vou estudar sempre. Todos os dias. Várias horas por dia. Afinal não quero voltar para o Brasil justificando pra todos que voltei antes do tempo porque não estudei o suficiente, né.
Mas também mereço uma folguinha, com cineminha e compras. Como que comprar pode fazer tão bem? Passo um bom tempo feliz depois que compro o que preciso.
Acho que estou tão bem agora... nem tenho do que reclamar. Só que está frio... preciso de cobertores.
A única certeza que tenho hoje é que gastei uma grana e está frio. Punto e basta.
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