Então. Tenho que estudar, mas não tenho vontade, como sempre.
Passa pela minha cabeça quantas vezes já senti isso, por quanto tempo já senti isso.
Parece que escrevo isso no blog desde que me conheço por gente. Me descobri como pessoa em Portugal? Talvez.
Alguém me falou na semana passada: quem eu era há dois anos atrás? Quais eram os meus desejos e minhas expectativas? Quanta coisa eu sabia? Quem eram os meus amigos? Quantas pessoas eu conhecia? Com 'quanto mundo' eu tinha contato?
E hoje: quem eu sou? Quais são meus desejos e minhas expectativas? Quanta coisa eu sei a mais? Quem são os meus amigos? Quantas pessoas eu conheço? Com 'quanto mundo' eu tenho contato?
Essas coisas são interessantes de se pensar. Eu estou muito no lucro, contabilizando meus últimos dois anos. Nunca aprendi tanto. Nunca cresci tanto. Nunca mudei tanto de ideia e opinião. Nunca me conheci tanto...
Mas, na verdade verdadeira, eu vim aqui no blog pra falar de um cara. Acho que ele é ator. Só sei que ele declama como ninguém. Eu tenho a impressão de que mesmo se ele declamar um poema meu vai parecer a coisa mais linda do mundo (e eu nem escrevo poemas, tenho talento nenhum para poemas e poesias). A voz dele e o jeito que ele declama, lê, fala e etc. é o melhor jeito do mundo. Não sei descrever.
Seu nome é Pedro Lamares. E eu casaria com ele sem pensar duas vezes.
Era isso. Tenho que estudar análise numérica... mas esse cara é demais. Apenas. Tem um programa que ele apresenta na RTP que é também ótimo. Fica o link: http://www.rtp.pt/play/p1747/literatura-agora .
Vou (fingir que estou) estudar(ando).
Eu vivo me aventurando na cozinha. Gosto de experimentar receitas novas, fazer coisinhas gostosas para eu comer e para as outras pessoas também. Só que, às vezes, as coisinhas não ficam gostosas como o esperado. Tudo tem seus poréns, né.
Muitas vezes (muitas mesmo) bate aquela vontade de comer um doce, tipo às 22h, quando não dá pra sair para comprar nada. Quando tenho a sorte de encontrar um leite condensado no armário ou na geladeira, ou umas frutas perdidas por aí, consigo fazer alguma gororoba pra matar a vontade, tipo essas aqui:
Mousse de limão pá-pum
*Meia lata de creme de leite, meia lata de leite condensado, duas ou três colheres de sopa de suco de limão (ali, espremido na hora)...
~ é só misturar bem o creme de leite e o leite condensado e ir espremendo o limão e misturando... o negócio vai endurecer. Colocar no congelador, para gelar mais rápido (uns 15min tá ótimo) e voilà! O ideial é consumir no mesmo dia ou no dia seguinte, porque o limão vai deixando o treco mais azedo (dois dias depois já não é tão bom).
Sorbet milagre
*uma banana e uma colher ou duas de geleia de qualquer coisa boa
~ é só esmagar a banana e misturar a geleia e deixar uns 20min ou meia hora no freezer (ou congelador), ou até endurecer, se estiver com paciência. Já está! :3
Mas e quando não tem?
Hoje, revirei essa internet e não achei nenhuma receita que eu tivesse todos os ingredientes (fim de bolsa, não tem nem creme de leite em casa...). Até que lembrei que tinha bolacha maria e que podia fazer algo com ela. Mas só achei receitas com creme de leite.
Então resolvi inventar:
Sorbet milagre 2
*bolacha maria, xarope para refresco ou geléia, leite
~ quebra a bolacha maria o máximo que der, usando o fundo de um copo e tal. Tipo moer a bolacha. Mistura umas duas colheres do xarope ou geléia e um pouco de leite, pra ficar um creminho. Deixa gelando o quanto aguentar esperar, ou até ele endurecer. É isso.
Preciso dizer que esta foi uma receitinha que não deu certo, porque usei o xarope e ficou doce pra caramba! Mas vou tentar com geléia e tenho certeza que vai ficar melhor. Até chocolate derretido ou nutella ou chocolate em pó vale. O importante é usar a imaginação.
Esse é o meu segredo na cozinha: imaginação. Eu quase nunca sigo receitas, por mais que eu saiba que isso significa uma chance enorme de meu quitute ir parar no lixo. Mas eu não consigo seguir uma receita... eu sempre coloco algo a mais, ou aumento a quantidade de algum ingrediente, ou sei lá. Quando eu vi, já modifiquei. Eu não consigo seguir. E já aceitei isto como uma característica minha e pronto. :)
Volta e meia, tem aquele momento que a gente sente que não tem amigos. Que precisa falar, mas não sabe pra quem. Que decide falar, mas a pessoa não está disponível. Que espera um amparo, um contato que não vem, não acontece.
Eu sinto essas coisas quando não estou bem comigo mesma, e espero um pouco de carinho e motivação das pessoas que eu gosto, mas parece que tudo flui para eu continuar nesse espírito down. Eu fico esperando algo que não chega. Ações que não acontecerão.
Eu falo pra mim mesma que preciso aprender a viver só, que não posso depender dos outros para ficar bem e blá blá blá, mas quando eu fiquei assim porque me decepcionei com a pessoa que eu mais considerava e tinha por perto, faço o quê?
Caio de novo naquela história de que eu me importo demais com o bem estar dos outros, e não posso esperar que se importem comigo da mesma maneira. Eu fico triste comigo mesma quando desaponto alguém ou quando faço alguma desfeita ou coisa do gênero, mas são poucas as pessoas nas quais eu vejo o mesmo sentimento.
Você me deixou triste!!! Não se preocupa com isso? Isso não faz diferença pra você? Já cansei de tentar falar com você, está sempre mais ocupado com outras pessoas. Me sinto sempre incomodando ou atrapalhando seus bons momentos. Esperava, sinceramente, estar fazendo alguma falta pra você. Esperava um contato seu. Mas ok.
Desculpa a franqueza, mas uma carta linda e cheia de fotos não diminui nada disso.
E se você ainda achava que eu não escreveria nada aqui por medo de que você fosse ler, aqui está: não precisa ter motivos pra isso.
Me sinto tão infantil fazendo isso. Mas eu preciso falar, e, escrevendo aqui, se chegar até você, muito bom; mas se não chegar, eu sei que você nem lê meu blog mesmo, então não vou me sentir mais ignorada do que me senti até agora.
Era isso.
Primeiro quero falar do quanto é bom acordar no primeiro dia do ano (com a ressaca do dia anterior, mesmo que sem bebida, pelo cansaço mesmo) e comer rabanadas. Doces e gordurosas. Mas é o melhor café da manhã do ano.
E agora um desabafo.
Se preciso começar o ano reclamando? Claro que sim. Mas pode ser apenas um comentário, depende do ponto de vista.
Eu preciso comentar sobre o quanto me irrita a futilidade, a necessidade das pessoas de mostrarem que estão tomando chimarrão, por exemplo.
- Nossa, ela está tomando chimarrão! Que legal! Gosto dela!
Não é assim.
A mania de postar fatos e fotos sobre tudo o que está acontecendo me irrita.
Ontem, durante os fogos de ano novo, havia muita gente tirando fotos e fazendo vídeos... enquanto tirar fotos dos fogos de ano novo for mais importante que ver os fogos e internalizar que um novo ano se inicia, o mundo não será um lugar verdadeiro.
Acho sim importante registrar os momentos. Mas registra-se antes e depois. Quem filma ou fotografa um 'parabéns a você' não está batendo palmas. Enquanto você posa para tirar fotos com os fogos de artifício ao fundo, você não os vê. Eles estão nas fotos com você, mas você não os viu. Para mim, isso significa nada.
Acho sim importante registrar os momentos, mas acho importantíssimo vivê-los.
Viva um momento bom e registre-o no seu coração. Tenha uma foto da situação, para lembrar do momento.
O que me irrita é, por exemplo, um grupo de pessoas vai a um local qualquer. Tiram fotos em grupo e cada um tira uma foto individual e vai tudo para o facebook. Queridos, eu já sei que vocês estão em tal lugar e fazendo tal coisa, não precisam repetir tantas vezes assim. Quer uma foto? Ótimo! Tire e guarde para si. Vem de novo aquela história das necessidades que as pessoas têm de receber curtidas, comentários ou visualizações para determinar a qualidade do que publicou. E eu também tenho essa necessidade! Mas eu tenho consciência do quanto é negativo e estou tentando modificá-la.
E sim, eu já fiz isso. Já tirei fotos pra ostentar. Já deixei de aproveitar momentos para fotografá-los. E às vezes ainda faço isso. Mas sempre me dói o coração. Sempre tento aproveitar o máximo possível e fotografar o menos possível. Até porque as fotos se perdem...
Então, acho que era só um desabafo, mesmo.
Desejo do fundo do meu coração que em 2015 as coisas sejam lindas, os momentos sejam inesquecíveis, as pessoas sejam felizes e a vida seja leve. Bom Ano!
Hoje foi Natal.
Ontem, véspera de Natal, na ceia do CUFC, foi tudo super bacana. Cardápio: caldo verde, bacalhau com natas e sobremesas variadas. Música, presença do Reitor e do Bispo, 32 nacionalidades, aproximadamente 200 pessoas. Mas eu senti falta da minha família de verdade, do Brasil.
Voltei pra casa meio down. Arrumei minhas coisas pro dia de Natal.
Dia de Natal, num resumo, eu diria que tudo o que deu errado deu certo.
Começando do início: acordei às 6h45 e liguei para a empresa do táxi, para confirmar que estavam trabalhando. E estavam. Me arrumei e liguei pra chamar o táxi. Mas ninguém me atendeu. Resolvi ir a pé para não perder o comboio; mas depois de passar no multibanco liguei para o táxi novamente e consegui chamá-lo. Cheguei na estação de Aveiro aproximadamente 7h50 da manhã, e a bilheteira estava fechada. Então, comprei o bilhete na máquina (e paguei 3,90€ ao invés de 1€). Resolvi perguntar a um menino - que estava ali de boas - se ele sabia se a bilheteira ia abrir hoje e que horas (porque meu comboio era as 8h19) e eu precisava ir a Regua e, para isso, pegar outros comboios e comprar outros bilhetes. Ele me disse que também estava indo para Regua... e - papo vai e papo vem - eu descobri que o comboio que eu ia pegar em Porto não teria, porque fora suprimido pelo feriado de Natal. Então, falamos com o motorista do comboio e ele ligou para Porto pedindo que o único comboio da manhã para Regua nos esperasse, porque ele sairia as 9h15 e nós só chegaríamos as 9h16 na estação de Campanhã... Mesmo assim, corríamos o risco de pegar qualquer coisa na estrada e chegar tipo 9h19 e o comboio não nos esperaria tanto. Mas ok, fomos na mesma, e deu tudo certo. Cheguei em Regua quase 11h10, e fiquei esperando pelo Pedro, meu Buddy de Natal, e ele chegou as 11h30. Veio com o irmão me buscar, e o nome do irmão é Tiago. Os meninos me levaram dar uma volta em Regua e olhar a paisagem, e depois fomos a Lamego. Demora aproximadamente uns 20 min de carro, e paramos umas duas vezes para eu tirar foto. As paisagens são mesmo muito bonitas!
Chegar na casa era o maior medo... mas foi ótimo! O pai deles é super gente fina, e a mãe também! Ela estava mais quieta, mas ele me fez muitas perguntas. Ela se chama Lourdes (pelo que me lembro...).
O almoço começou com petiscos - patê de sapateiras, torradas e polvo frito - e sopa.
Depois, veio carne de cordeiro assada, lombo de porco assado e vitela assada, batatas assadas e arroz. Tudo MUITO bom! Eles vão te empurrando comida... comi como uma rainha (muitos risos!). Então, como se não bastasse, vieram as sobremesas: aletria, pudim, rocambole de cacau, outro treco super bom, bolinhos fritos de cenoura, bolinhos fritos de abóbora, bolinhos fritos de abobrinha, outros bolinhos fritos de abobrinha, rabanadas, etc. MUITA COMIDA. E eles queriam que eu provasse tudo. Depois, ficamos conversando um pouco e fomos caminhar pela cidade, para que eu conhecesse. Fomos na Sé de Lamego, na Igreja de Nossa Senhora dos Remédios e na Igreja de São Francisco, ver o caprichado presépio. Então fomos ao castelo, que estava fechado, mas mesmo assim, de lá tínhamos uma vista linda da cidade.
Voltamos pra casa e ESTAVA POSTA A MESA PRO CAFÉ DA TARDE. Eu ainda estava cheia do almoço. Comi apenas um pedaço de bolo rei e tomei chá. Então a mãe da família fez uma marmita de sobremesas para eu levar para casa. E ainda me deram uma caixa de bombons, de presente, e um vinho do porto. Eu pedi uma foto com a família, os meninos me levaram para Regua para apanhar o comboio e eu vim para casa.
Como se não bastasse, em Aveiro, um membro da família de Natal do Rafael me trouxe da estação até em casa. Com o melhor coração do mundo.
Eu cheguei em casa tipo: QUE MUNDO LINDO É ESSE????
Sem falar do noninho que encontramos na rua e da noninha que foi visitar a familia apenas para me conhecer. E ainda da Dona Celina que almoçou conosco, e seus 89 anos.
*post por arrumar e finalizar
Percebemos que o ano está no fim quando todo o lugar que vamos tem uma árvore de Natal. Quando os ônibus que passam têm, em seus letreiros, "Feliz Natal!". Quando, ao nos despedirmos de alguém, a pessoa diz: "Se não nos virmos mais, boas festas!". Muitas cidades são decoradas. Há Papais Noéis em shoppings e nas vitrines das lojas. Vemos tudo muito mais vermelho e verde. As decorações lembram a neve (nunca entendo por que no Brasil o Natal remete ao frio, se faz um calor imenso e é verão... mania de fingir que é norte americano ou europeu).
Estraguei minha crônica sobre o Natal com uma crítica descarada. Normal. Enfim, tudo nos remete ao Natal, desde outubro. Mas quando a data vai se aproximando e as coisas que caracterizam a festa são mais frequentemente vistas, é que percebemos realmente que o ano está findando. É quando paramos para refletir os ganhos e as perdas, os erros e as aprendizagens deste tempo (que sempre passa tão rápido).
Eu decidi que este Natal será, acima de qualquer coisa, de gratidão. Eu quero agradecer às pessoas pelo quanto foram importantes na minha vida neste ano. Quero agradecer pelo ano maravilhoso, e porque sei que a Thaís que iniciou o ano não é a mesma que o finda. Há infinitas coisas para agradecer e este é o momento certo... Findar bem este ano colaborará para que 2015 comece com toda a força.
Mas ainda temos meio dezembro, vamos aproveitar o resto de 2014!
Eu e meus posts de celular. Então, eu estava refletindo como é habitual para mim eu gostar mais das pessoas do que elas de mim. Como é normal eu me preocupar com as outras pessoas, mas não é normal os outros preocuparem-se comigo. Não estou fazendo nenhuma reclamação, é apenas uma observação.
Por isso que quando qualquer pessoa se preocupa, eu já a considero muito.
E eu erro porque me preocupo mais com o outro do que comigo. Eu acabo colocando as outras pessoas como prioridade em relação à minha pessoa. Isso não é bom para mim.
Mas tudo bem.