terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Letra bonita

Como diriam algumas pessoas que conheço, 'essa prova foi, ó, uma bosta!'.

Mas sem drama, tenho o exame de recurso ainda, e acho que dá pra passar. Como sempre, muito do que estudei não caiu, e o que não estudei caiu com tudo.

É a vida, né.



Bom, vi um vídeo essa semana que gostei pra caramba. Vale a pena ver até o fim. 




Vou fazer o possível para manter minha letra bonita e meu caderno bonito também. :)

domingo, 12 de janeiro de 2014

Por que tudo isso então?

Uma música linda de um DVD lindo pra melhorar esse espírito de prova iminente.

Música Inédita
(Duca Leindecker)




"[...]
Por que tudo isso então?
Se não há nada,
Por que todos temem perder?
Todo esse nada,
Será a vontade de viver,
Na mesma casa, na mesa que reparte o pão?
Por isso tudo então...

Quem é você?
Que se esconde atrás de um nome qualquer,
Não aparece pra mim
Estende a mão
Trazendo a chuva,
Tocando o som do trovão,
Será que vamos saber?"


<3

sábado, 11 de janeiro de 2014

lembranças

Me deu saudade. No caso, ela só deu uma cutucadinha, porque está sempre comigo. Sempre. Então, decidi listar algumas coisas que me deu mais saudade depois que vim pra cá. A ordem não importa. Tenho aquela lembrança nostálgica dessas coisas, umas tenho muita saudade, outras quase não tenho, mas viveria tudo de novo. Lá vai:



Comer um xis.

Dar uma volta no shopping Bento.

Jantinha na casa do Lucão, na casa da Pati, ou na casa de qualquer integrante da invernada, ou no galpãozinho.

Arrumar os cabelos pra um rodeio.

Arrumar os cabelos pra um rodeio na casa de uma das prendas e ser recebida com bolo e guloseimas.

Acordar as 5h da manhã de domingo pra ir pro rodeio.

Catar almoço em um rodeio, e comer o que achar mais apresentável e mais barato.

Dançar em um rodeio.

Encontrar pessoas que tu não sabe o nome, mas tu sempre vê nos rodeios, e cumprimentar a maioria delas.

Encontrar aquele cara famoso no meio tradicionalista e ser cumprimentada por ele (porque ele sabe quem tu é).

Comer polenta feita pela mãe.

Comer polenta recheada feita pela mãe.

Encontrar as amigas de infância.

Chegar em casa com toda a família em cima da hora do almoço e fazer massa caldeada ou arroz e bife.

Chegar em casa com toda a família, super cansados, no fim do dia, e ajudar a mãe a arrumar a mesa pro café.

Acordar com a família conversando (gritando) na cozinha.

Acordar com a visita dos tios as 8h da manhã (ou antes).

Arrumar malas pra ir pra retiro ou rodeio ou inter-regional ou Enart.

Arrumar malas pra ir pra praia.

Arrumar roupa pra dormir na casa da amiga.

Comer o arroz e feijão da mãe.

Comer qualquer comida da mãe (carne de panela, lasanha de molho branco, panquecas, sopa de feijão, entre outras...).

Estar se arrumando pra sair quando chega algum parente pra visitar. Daí ficar explicando onde vai...

Almoços na casa da vó.

Chegar na parada antes das 6h27, pra não deixar a Luma esperando por muito tempo.

Arrumar lanche pra levar pro trabalho.

Sentar no chão da sala, no trabalho, e ter 9576 crianças sentadas no colo. E ai de mim se não conseguisse segurar todas elas e dar atenção pra todas.

Ganhar mil beijos e abraços todos os dias dos pequenos.

Ajudar eles a aprenderem a caminhar.

Ouvir as primeiras palavrinhas dos pequenos...

Morrer de surdez quando todos começavam a chorar ao mesmo tempo.

Contar histórias pros pequenos.

Levar os pequenos pro pátio e ficar autoanalisando cada ação, pois quem vê de fora pode entender coisas erradas.

Ler um recado de agradecimento dos pais nas agendas. Era raro, mas era bem bacana.

Encontrar uma criança na rua, cumprimentar e ficar pensando de onde conhece.

Encontrar uma pessoa na rua, e ficar pensando se conhece do meio tradicionalista ou de alguma escola. Se é mãe, pai, vó, irmã ou qualquer coisa de um ex-aluno. 

Estar andando de boas na rua e de repente ver uma criança correndo pra me abraçar.

Encontrar crianças grandes que foram meus alunos. E me sentir velha por isso.

Churrasco no domingo em casa. Churrasco no aniversário. Churrasco nas festinhas.

Ficar discutindo com o pai porque queria a carne magra e mais cozida possível. Sem estar seca...

Pedir qual era o espeto de porco e qual o de gado.

Ajudar na organização dos jantares/festas juninas/festas de aniversário. Depois ficar braba porque quem deveria trabalhar não trabalhou e tiveram os que trabalharam demais.

Colaborar na limpeza depois dos jantares e tudo mais...

Pedir pra mãe ligar pra marcar médico. Pra mãe ligar pra marcar exame. Pra mãe ligar e avisar que está doente e não pode ir pra aula. Pra mãe ligar e pedir algo emprestado. Pra mãe ligar.

Fazer um bolo porque vai vir uma visita que a gente gosta muito. Ou simplesmente porque dá vontade de fazer um bolo.

Receber elogios pelo bolo.

Marcar aquela janta com as amigas um mês antes. Chegar no dia e não ter a mínima vontade de ir, simplesmente por estar cansada. Ir e se arrepender por não ter vontade antes.

Se sentir uma miss quando tinha evento do CTG e, na hora de sair de casa, tinham parentes. Ficavam admirando vestido, cabelo, etc.

Ouvir dos outros e perguntar pros outros: "Mas eu te conheço... tu dança em CTG? Qual?"

Responder: "Sim! Paisanos da Tradição!"

Ouvir: "Onde fica o CTG de vocês?" ou "De onde é esse CTG?" ¬¬

Sair entregar folder e cartaz de rodeio/espetáculo artístico/rifa/jantar.

Sair pra catar brindes para as rifas e bingos. Explicar que o CTG não tinha sede, e estava arrecadando dinheiro pra isso...

Comer um cachorro-quente da barraquinha da frente do INSS.

Chegar da faculdade depois das 22h30 e encontrar pastel, bolo ou sopa em cima do fogão.

Surgir um baile ou evento pra ir de última hora e torcer pra encontrar um vestido limpo.

Ir em qualquer coisa relacionada a CTG com roupa normal e ser olhada como uma herege.

Se sentir importante como avaliadora. Mas sempre tendo consciência de que sabia menos que qualquer um dos concorrentes.

Ir pro centro por qualquer motivo num dia qualquer e encontrar 83725 pessoas conhecidas.

Ficar esperando alguém na frente do shopping.

Ir na lotérica e não encontrar fila (isso era a glória!).

Sair pra tomar um sorvete no domingo à tarde, simplesmente para não ficar em casa.

Esperar pela programação da semana farroupilha e se indignar por não ter os shows que eu queria.



Enfim, são milhares as coisas que me faziam ser feliz lá. E a felicidade é encontrada, normalmente, nas pequenas coisas. Muitas dessas coisas só algumas pessoas entenderão; outras, só eu vou entender. Mas ninguém no mundo faria uma lista com as mesmas coisas que eu, pois o que cada um de nós vive é único em cada um de nós. Cada um tem experiências únicas. E cada um é único. Não há ninguém no mundo como eu, nem como você.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

éééé (:

Tô melhorando da minha depressão iníciodeano. Sol ajuda sempre. Escrever também.

Agora tenho mil coisas pra estudar e mil provas pra fazer. Mas prometo tentar deixar registrado aqui as outras cidades da viagem quanto antes eu puder. 

Uma música pra melhorar o dia, agora.

Retrato Pra Iaiá 
(Los Hermanos)





"[...]

Deixa ser, como será!
Quando a gente se encontrar 
No pé, o céu de um parque a nos testemunhar...
Deixa ser como será!
Eu vou sem me preocupar
E crer pra ver o quanto eu posso adivinhar...

[...]

Deixa ser como será!
Tudo posto em seu lugar
Então tentar prever serviu pra eu me enganar
Deixa ser, como será!
Eu já posto em meu lugar
Num continente ao revés,
em preto e branco, em hotéis
Numa moldura clara e simples sou aquilo que se vê"


 <3

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

post com cara de terça-feira.

Sabe, tudo vai ficar bem. Só isso que eu sei. Tudo isso vai passar, vai findar, e tudo vai ficar bem.

Agora vou postar aqui a música que tocou por último no meu player. Vamos ver qual foi:



(Jairo Lambari Fernandes)



"Eu te bendigo cada vez que cevo um mate
Cada vez que a noite bate no meu rancho solidão
Eu te bendigo quando a lágrima sentida
Embaça as cores da vida e vem morrer no coração


Eu te bendigo no silêncio desses campos
Quando a luz do teu encanto enfeitar os sonhos meus
Eu te bendigo por ser teu o meu apego
E se um dia achar sossego há de ser nos braços teus


Por bendizer-te assim, lábios da cor de carmim
Sabor dos nossos mates madrugueiros
Essa dor que dói em mim findará só com um sim
Da fina luz dos teus olhos luzeiros


Se te bendigo é porque sei o que digo
Tu és rancho, paz e abrigo pra curar a minha dor
Se te bendigo e digo que tenho saudade
Porque amo de verdade, meu desejo, minha flor


Se te bendigo é porque já senti teu cheiro
Nessas tardes de aguaceiro de encharcar até o olhar
Se te bendigo e digo que meu rancho espera
Que tu sejas primavera pra florir o meu lugar "


Que música romanticíssima... minha cara, ou não né.

Jairo é ótimo. Baita músico, compositor e essas coisas todas.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

refletindo um pouco...

Eu acho que a minha vida tá cada vez mais sem sentido. Sem nexo.

Sem objetivo. 

Eu já não quero mais ficar os dois anos aqui como queria antes. Já não quero mais tem um diploma internacional. Deixei de querer tanta coisa... Hoje tudo o que eu quero é ser feliz. Se sentir amada, sabe. Quero meus pais, meus amigos de verdade por perto. Sinto falta de abraços, de beijos, de cumplicidade, de preocupação.

Não aguento mais essa pressão de que é preciso estudar é preciso estudar é preciso estudar.

Tenho um bloqueio com estudar.

Preciso refletir sobre o que me fez abandonar esses objetivos. Se realmente os abandonei ou se apenas dei prioridade para a emoção. Mas agora não consigo pensar nisso. Sei lá.

Quero a minha vida pacata de volta! Minha rotina de trabalhar, estudar, invernada e casa. Tudo era mais tranquilo, eu não era tão cobrada, não tinha uma pressão psicológica minha sobre eu mesmo. 


A gente não sabe o que deseja. 


E não sei se isso é bom ou ruim.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Viagem: Veneza

Aêee, Feliz Ano Novo! Acabei não voltando aqui ainda em 2013. Mudei de ideia. A vida tem dessas coisas. (:

Bom, minha viagem foi óootima, claro, com suas peculiaridades e coisinhas ruins, mas foi super bacana. Viajei com um amigo e uma amiga. Aprendi muito, vi coisas lindas, coisas feias. Coisas boas e coisas ruins. Vou contar como foi. Vamos lá:

Começamos por Veneza, na Itália. Uma cidade no meio da água. Amei, adorei, gostei muito. Não há carros para se locomover dentro da cidade, só há canais e barcos. E as pessoas andam a pé também. Simples assim. Há placas nas ruas indicando as direções para os pontos de maior interesse da cidade. Gostei das pessoas de lá.

Acho que Veneza foi a cidade que menos tive desagrados, talvez por ser o início da viagem, eu ainda estar com toda a empolgação e animação e ansiedade.
Bom, chegamos na cidade perto das 21h de sexta-feira, pena havia parado de chover, estava tudo molhado, aquele clima de chuvisco, sabe. Mas, para início de satisfações, nosso hostel era maravilhoso. Lindo. Demoramos um pouco para encontrá-lo, mas uma senhora se ofereceu para nos ajudar na rua quando viu que estávamos pedindo informações para outras mulheres, e ela e suas colegas de trabalho ligaram para nosso hostel para saber onde ele ficava e para poderem nos explicar. Esse gesto de solidariedade/ajuda/compaixão inesperado me fez amar aquele lugar ainda na primeira noite. Nosso quarto no hostel era lindo, tinha até uma pia com armário aéreo e frigobar, com suco, leite, bolinhos, tortinhas e bolachinhas para a gente comer. Banheiro no quarto. Só nós no quarto. Dois aquecedores, super quentinho e aconchegante. Adorei. O hostel é o Al Saor Bed & Breakfast. A única coisa não boa é que não há placas na porta para indicar, só descobrimos depois das mil indicações e de olharmos o número na porta.


NoVaporetto...

Bom, Veneza me surpreendeu, e tem muito mais coisas legais pra visitar do que imaginei. Sim, a maioria tem que pagar para entrar, até em uma igreja... mas nessa não entramos. O Palazzo Ducale (Palácio dos Doges, em português) é de uma riqueza histórica impressionante. É quase obrigatório reservar, no mínimo, umas duas horas para dar uma volta ali. Há muitas igrejas (chiesas) pelas ruas (calles), e são muito bonitas. Vale muito a pena se perder por Veneza, tirar um tempo para caminhar pelas ruas apenas pelo prazer de se sentir passeando. Olhar as vitrines, quase todas bem enfeitadas, com as famosas máscaras do Carnaval de Veneza. Há também uma feirinha na Strada Nuova, em Cannaregio, com coisas legais pra comprar, desde souvenirs até roupas e calçados. Vimos essa feirinha no sábado. Andar no Vaporetto é praticamente inevitável, pois é o principal ônibus aquático da cidade, mas, como diz Dan Brown no Livro Inferno, é uma experiência mágica "sentar-se na proa para sentir o vento bater no rosto enquanto as catedrais e os palazzos iluminados desfilam à sua volta" (pág. 287). 

Vista do Campanário de São Marcos
A não perder: Palazzo Ducale, Igreja de Santa Lúcia, Basílica de São Marcos, Ponte Rialto, Campanário de São Marcos.

Onde eu queria ir mas não deu tempo: Igreja de Santa Maria Della Salute, Gallerie de L'Accademia, Museo Fortuny, Palazzo Mocenigo, Igreja de São Giorgio Maggiore, entre tantas outras coisas.

Pontos fortes: Arquitetura, história, não há carros, canais venezianos, museus, igrejas, pessoas.

Pontos fracos: Não é muito barato, quase tudo precisa pagar para entrar, inclusive em algumas igrejas (recomendo não entrar nas que é necessário pagar, principalmente em forma de protesto).

Como eu já disse, amei a cidade. Só deixo o lindo aviso para tomarem muito cuidado para não cair no Canal, principalmente quando se está tentando tirar fotos legais, daí acaba-se não olhando bem onde se está pisando, e quando se tem por conta, quase está nadando... espero que o anjo da guarda de vocês seja tão bom quanto o meu... ;)

Enfim, nos outros posts conto das outras cidades.