quarta-feira, 2 de setembro de 2015

não sei

É uma vontade enorme de ir embora. Uma vontade de recomeçar em algum lugar novo. Uma desvontade de continuar algo que já passou da metade. Vontade do novo. Novo. De novo.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

nada a ver com coisa nenhuma

Pensando logicamente, concluo que meu drama nesse momento é o Gui. Claro que sinto falta da cidade e todas as coisas, mas eu apaixonei e agora tenho saudade dele. E como vivi com ele em Aveiro, essa saudade me remete a aquele lugar. Isso não é legal. Tenho que levar tudo em banho-maria, porque não sei exatamente o que ele ta sentindo por mim... e não adianta eu criar esperanças: daqui a pouco ele se envolve com alguém e eu fico aqui machucada, e por minha culpa.
Tenho que dar um jeito de desviar meus pensamentos dele. Ocupar a cabeça com coisas mais relevantes nesse momento (tipo o exame de Complexa).
Exame de complexa que será daqui a exatos quatro dias (tipo fudeu). Estudei quase nada ainda. Quase nada mesmo. Vou comer os livros.
Tchau Gui. Oi Análise Complexa, tudo bem? Vamos juntas?

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Coisas de Pt

Algum dia (não lembro exatamente quando, mas é só procurar) eu fiz uma lista de coisas do lugar onde nasci e vivi que me davam saudades enquanto estava longe.
Tenho certeza que escrevi aquilo não apenas 16 dias depois de chegar em Pt, mas eu já sinto muita saudade de Aveiro e quero fazer essa lista. Ao contrário da outra lista, que eu sabia que a saudade tinha prazo máximo, eu não sei quando (nem se) vou matar essas saudades de Aveiro.
Mas a lista de coisas que eu sinto falta são:

Meus amigos.

As pessoas desconhecidas que eu dava bom dia na rua.

O tio do Mercado Negro e todas as pessoas que trabalhavam em algum lugar e depois sempre cumprimentavam quando nos encontrávamos na rua ou em qqr lugar aleatório.

O Mercado Negro, e todos os pubs e bares que a gente ia pra bater papo e beber qualquer coisa: Kittens, Irish Pub, Adega, Guest (sangria ♥), Cais Madeirense (poncha ♥), BarBaRija, Monlou, Da Vinci, Casa de chá, ...

O Bodegas e os outros lugares que íamos para beber e dançar: Santos, Maravilhas, Ômega, ...

Simplesmente poder ter vontade de sair às 10 da noite e ir.

As comidas: bacalhau com natas, bifinhos com molho de cogumelos, lombo assado com ananás, bacalhau à brás, perna recheada, arroz de chouriço, arroz de pato, ♥KEBAB♥, hambúrguer do Ramona, cachorro-quente com molho de francesinha e batata do Convívio, mil outras coisas.

Aquela universidade enorme.

Poder fazer qualquer coisa e saber que ninguém saberia no dia seguinte, só se eu contasse.

Andar e andar e não ter morros.

Não sentir medo de ser assaltada na rua. Andar tranquila sozinha a qualquer hora do dia ou da noite.

Tirar dinheiro do caixa eletrônico na rua, sem preocupação nenhuma.

Sempre ter dinheiro.

Poder planejar viagens tendo como critério o calendário de férias, e a grana em segundo lugar.

Ter alguém sempre junto. Poder escolher a companhia pra ir ao mercado ou ao cinema. (eu sei que isso soa egoísta, mas às vezes meu humor aguentava apenas o Rafa.)

Ver as pessoas na mesma vibe que eu. Todo mundo no mesmo barco, compartilhando das mesmas saudades e da mesma felicidade.

Acho que é isso. E acho que essa lista é bem menor que aquela. Finalizando o post quero até catar aquela lista e reler; talvez me dê um fôlego a mais pra me readaptar aqui... 

domingo, 23 de agosto de 2015

pessoas

Sabe quando parece que não tem mais ninguém? Que todas as pessoas que poderiam estar com você estão ocupadas com coisas mais importantes? Que ninguém tem tempo disponível para você? Esse é o sentimento.

Sim, eu senti isso várias vezes em Portugal, mas no dia seguinte já estava com alguém. Aqui não tenho com quem sair. Não tenho alguém que eu possa chamar pra sair e ter certeza que a pessoa vá. Nem tenho quem chamar.

Por isso essa readaptação está sendo tão complicada: não tenho amigos aqui como eu tinha lá. Nem perto disso. Sim, tenho meus pais, meus irmãos e aqueles velhos amigos, mas cada um tem a sua vida e estava vivendo perfeitamente sem mim este tempo todo. Não posso chegar agora e exigir que tenham tempo disponível para mim. Me sinto sozinha, mesmo com pessoas ao meu redor. Isso não é legal.

Os meus amigos são incríveis. Nenhum deles deixa de cumprir seu papel de amigo. Todos são indispensáveis e importantes. Porém, como é de se esperar, cada um tem sua vida. E eu não estou na lista de prioridades de ninguém (que também é normal).

Precisaria de alguém que fosse um Rafa ou um Guilherme, aqui. Eu sei, estou exigindo demais. Mas é tudo o que eu gostaria...

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

é a vida.

Preciso escrever, porque dói e ninguém merece me escutar. Já digo que sei que vai passar, mas por enquanto ta doendo mesmo, não há como negar.
Eu desaprendi a ficar sozinha. Eu me sinto triste por estar sozinha. Há alguns meses, isso seria perfeitamente normal, mas eu me acostumei bem demais à companhia constante dele. E quem não se acostuma fácil com coisa boa? Com beijos e carinhos frequentes, com alguém tranquilo que anula minha loucurice?
Me sinto uma boba por me sentir assim, mas é assim que ta sendo. Ta doendo. E saudade dói no coração e sai pelos olhos.
Vou ficar bem, aproveitar Madrid e curtir minha viagem solita. Só quero que tudo fique bem e dê certo. :')

sexta-feira, 17 de julho de 2015

é pau, é pedra, é o fim do caminho

Há dois dias, no dia 15/07, completaram dois anos do resultado do certame pra vir pra cá. Ou seja, há dois anos eu fiquei sabendo que vinha passar dois anos aqui. E agora está quase na hora de ir embora, de assumir a vida que eu tinha antes desse resultado e dessa viagem.
Eu tenho que estudar sim, mas é difícil não querer escrever sobre isso. Há dois anos, eu tinha muitas expectativas, muitos sonhos, muitos desejos pipocando na minha cabeça, porque sabia que os próximos dois anos seriam incríveis e maravilhosos, por pior que fossem. Sabia que havia a chance (bem grande) de esses dois anos acabarem sendo apenas um, e foi por pouco que foram dois.
Eu pensava que ia namorar um português. Nem beijei, nenhum. Pensava que ia publicar artigo em revista internacional, nem escrevi artigo. Queria ter viajado mais e conhecido mais coisas, mas não foi assim. E esse nem é o objetivo do texto.
Foram tantas pessoas incríveis, tantos sentimentos, tantos dias de solitude e de companhias incríveis, tantas aulas insuportáveis, tantos abraços que a gente queria que fossem de outra pessoa (que está do outro lado do oceano atlântico), foram muitas lágrimas, mas, sem dúvida, exponencialmente mais sorrisos.
Eu mudei algumas coisas, sim. É impossível continuar sendo quem eu era. E eu continuo mudando. Acho que vou viver em processo de mudança, minha vida toda. Fiquei menos sociável, aprendi a cozinhar coisas diferentes, atualizei minhas definições sobre relacionamentos, aprendi a viver sozinha, desaprendi.
Foi lindo, mas tá chegando ao fim. E eu espero que continue lindo, e que seja apenas o início de uma vida linda. 

plano B

25 dias para chegar no Brasil. To em casa (sozinha). Falo isso porque é muito raro eu estar em casa, e ainda mais raro sozinha. E percebo que desaprendi a viver sozinha. Bastaram um mês e meio dormindo mais na casa do G do que na minha (nas últimas duas semanas, sempre lá) para eu desaprender a ficar só. Quando ficamos, decidimos aproveitar o tempo que teríamos, e que estaríamos juntos enquanto fosse agradável para os dois. Eu pensava sinceramente que, no máximo um mês depois, já seríamos apenas amigos, de novo. Quando fechou o primeiro mês, eu pensei que duraria mais umas duas semanas ou até o fim do mês. E estamos aqui, mais de dois meses e meio depois do beijo naquela festa, sem querer largar um do outro. 
Meu plano era enjoar dele. Era pensar "ainda bem que estou indo para o Brasil e não vou mais encontrar ele, por um bom tempo!". Mas não. Vou sentir uma falta imensa dos abraços e milhares de beijos que ganho todos os dias. Do carinho e da preocupação, do apoio nos momentos ruins, de dormir agarradinho. De sentir um beijo no pescoço no meio da noite. De acordar com ele me enchendo de beijos, hiperativo. De dançar na cozinha, no meio de beijos, colheres de pau e panos de prato. De me relacionar com alguém durante mais de dois meses e não brigar. Não me decepcionar. Não sofrer, a não ser por saudade. Ele é incrível. E eu não quero acreditar que estou apaixonada. Isso é algo muito forte para ser admitido.
Eu gosto demais dele, mas não é paixão. É uma mistura de carinho, carência e tesão. Não pode ser paixão. Mas confesso que, quando perguntei o tempo médio que ele pensava que demoraria para me visitar e ele respondeu que achava que uns dois anos, eu fiquei bem triste. Dois anos é bastante tempo. E eu já tenho saudade agora.
O plano não deu certo. Não vou enjoar a tempo. Ele vai embora daqui a 19 dias. E eu não posso chorar por isso. Mas não dá.
Ele foi jogar com os meninos. Eu apoiei ele super para ir, porque a ex proibia ele de tudo e eu abominava essas atitudes dela, então preciso ser diferente. Mas eu queria ele comigo. Já avisei ele que, se pudesse, colocaria ele numa caixinha, só pra mim.
Isso que é amor, sabe. É cuidar um do outro, é querer o bem um do outro, é fazer o bem para o outro. É dar e receber o melhor que se tem. É querer ver o outro sempre bem. É apertar deixando ele livre pra fazer o que preferir. Não precisa ser jogado em redes sociais, exposto em presentes caros ou qualquer coisa assim. É carinho e cuidado. Só.
Mesmo nem querendo pensar nisso, eu me pergunto como serão meus relacionamentos futuros, já que vai ser difícil superar esse. Ele me ensina muitas coisas e é uma pessoa maravilhosa comigo. Não sei se vai ter mais alguém no mundo que faça isso. O defeito dele é morar longe de mim no Brasil.
Enfim, acho que deu de mimimi por hoje. Vou dormir, sozinha.