quarta-feira, 14 de setembro de 2016

crush

Então. Tenho um crush. E não é o menino caminhoneiro.

Na viagem pra Santa Maria, um menino agiu de uma forma suspeita. Simpático, me deixou encabulada, mas foi apenas simpático, nada mais que isso.
Claro que eu sempre provo aquela teoria da dona do bar onde a Amelie trabalhava: se tu disser para duas pessoas que uma gosta da outra, elas vão passar a ver o outro de uma forma diferente e logo estarão apaixonados. Meu problema é que eu provo só a ida deste teorema. Basta alguém me falar de outrem, que eu crusho. E normalmente não é recíproco.
E as meninas ficaram brincando que ele estaria a fim de mim.
Pronto.
Crushei total.
Daí, ele me adicionou no face no findi. Meu coração deu pulinhos.
(Segunda ele adicionou a Tina.)
Na terça, fui mais arrumadinha pro if. Até curti algo bobo q ele compartilhou. Mas não esbarrava nele de nenhum jeito.... fui encontrar a Fer pensando "pqp, justo hoje, eu podia encontrar ele pelo caminho, né,..." e logo adiante, encontrei. Fiquei pensando "eitaaaa". Ele disse oi com um sorriso tímido e um tchauzinho. Tava com aquela colega loira q é casada. Confesso que saber que ela é casada me deu um alívio.

Mas pensei bem menos nele hoje do que ontem.
É bem possível que ele esteja sendo normal, e eu to viajando.
Vou ficar de boa, é a melhor opção.

domingo, 4 de setembro de 2016

Considerações sobre um plano de aula

Preciso, necessito escrever isso.
Leia quem quiser.

Algumas considerações sobre um plano de aula:

* Primeiramente, é necessário pesquisa. PESQUISASSS. No plural, porque é mais que uma.
Na verdade, tudo precisa de pesquisa. Mas voltando ao plano:
Primeiro, a gente pesquisa sobre o tema do plano. Por exemplo, funções. Então, vou pesquisar e entender funções. Entender bem, de boa, o que é, pra que serve, etc.
Depois, a gente pesquisa como as pessoas andam ensinando esse assunto. Há relatos de experiência? Com o que costumam contextualizar? De que maneira costumam ensinar? E então, há duas possibilidades:
1. gostei de como fazem. É construtivista, acho que funcionaria bem no contexto que tenho, vou utilizar esta ideia e modificar algumas coisas necessárias, sem esquecer de citar o autor dessa proposta.
2. não gostei. Nenhum jeito é construtivista/se aplica ao meu contexto/eu gostaria de aplicar. Então, eu vou pesquisar mais, até ter uma ideia.

* Depois da pesquisa, sabendo o que é preciso ensinar e tendo alguma ideia de como fazer, a gente coloca as coisas no papel. Se tiver um modelo de plano o qual seguir, ótimo. Se não tiver, o basicão são os objetivos, material necessário, metodologia e atividades.
O mais importante (e primordial) são as atividades. Depois, a gente coloca a metodologia, o material e pensa nos objetivos: os que essa atividade pretende atingir são os mesmos que eu queria lá na primeira pesquisa? Se sim, beleza!, segue, mas se não, vamos repensar isso aí. Volta pra pesquisa.

* Junto com o processo de colocar no papel, é importante pensar nas atividades que estão sendo postas. Como elas se desenvolverão na sala de aula? Um passo importante nas atividades matemáticas é FAZER A ATIVIDADE, seja ela como ela for.
É um cálculo: resolve ele.
É um problema: resolve ele e pensa de quantas maneiras possíveis ele pode ser resolvido.
É uma atividade usando software: faz, usando o software. 
E assim com todas as outras atividades. Soluciona. Faz da maneira que tu espera que teus alunos façam e da maneira que tu espera que eles não façam e ainda pensa em como vai explicar se eles fizerem errado.

* Supomos que as atividades estejam todas lindas no papel, numa ordem legal e tal (nem vou entrar no mérito de SEMPRE INICIAR COM UM PROBLEMA OU ALGO SEMELHANTE, NUNCA COM O CONCEITO). Se ta tudo ok, vamos pensar na avaliação: isto vai ter alguma avaliação escrita? Como vou saber se o conteúdo foi aprendido ou não?
Pensa isso e coloca.

* E por fim (porém não menos importante), segue a bibliografia. Mas pra quê bibliografia? Pra citar todos os trabalhos e livros que te ajudaram a bolar esse plano todo. E também agradecê-los, mesmo que citá-los não seja mais do que a tua obrigação.

E é isso. Não é difícil, PORRA.

Terminei esse post no imperativo porque não consigo esconder que ele seja um desabafo. Um big desabafo. Que merda. É tão difícil de aceitar ajuda? Queridinho, tu não sabe tudo. O que tu fez ta uma bosta. Eu só deveria te orientar. Eu não deveria estar cumprindo com todos esses passos.

Vou, agora, arrumar essa porcaria que tu fez.

ir-se

Olar.

Eu to me sentindo meio criança mimada nos últimos dias/semanas.
Não gostei do que a pessoa publicou no facebook? na segunda ou terceira, unfollow.
Meu coração ta querendo ainda mais sair do país. Gente, isso aqui vai ficar uma merda de novo com esse Temer. Vai ser impossível se aposentar, trabalhar decentemente, ter alguma qualidade de vida. Impossível.
Eu não quero viver aqui.
Sem qualidade nenhuma de vida.
Eu vou embora.

Ainda não tenho nada. Tenho pessoas, mas pessoas são transferíveis. Se isso continuar, nada me impede de ir pra outro país, mesmo que seja o Uruguai.

Me assusta o futuro.

Eu precisarei, daqui a pouco, começar uma vida aqui. Por que não começar em outro país? Sim, porque o que me assusta não é mais depender dos pais a vida toda, mas ficar nesse país que será uma bosta.
Ainda bem que estou terminando meu curso.
E esse Brasil não será uma bosta para todos. Não estou dizendo isso.
Será uma bosta para nós, pobres, não-empresários, trabalhadores, professores.

Enfim, tenho medo, nem quero pensar.
Quero ir.